DUNE REDUX – A versão perdida do clássico filme de David Lynch.

Já postei isto no meu outro blog, especialmente dedicado ao cinema de culto mas achei que seria importante divulgar por aqui também pois os meus leitores são variados e entre eles podem estar muitos fãs [“DUNE”] que desconhecem que existe uma versão alternativa e irão gostar do que vem a seguir. Lamento o tamanho do post, mas a raridade do filme assim o justifica e como tal este é o local certo para dar a conhecer este título que aposto ainda hoje muita gente desconhece, seja na versão original, seja nesta “nova” versão que nenhum fã de Dune pode deixar de ver.

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Por isso este post especial e especialmente longo é sobre dois DUNES num só; ao mesmo tempo que irei falar da versão de 1984 muito do que tenho para dizer inicialmente irá depois remeter para aquilo que nos traz aqui; a divulgação de uma versão alternativa de [“DUNE”] que, por questões legais não pode ter divulgação nos media e nunca será editada em DVD ou Bluray. Pelo menos não tão cedo. E devia, pois é quase, quase perfeita.
Portanto, ficam desde já avisados que este post vai ser grande e terão muito para ler.
Se são fãs de [“DUNE”] realizado por Lynch e nunca ouviram falar de [“DUNE REDUX”] então acho que vão adorar.

Se nunca gostaram do filme , não é com esta versão que irão mudar de ideias e podem passar a outro post; mas se gostaram do original vão adorar o que proponho a seguir.
A versão de [“DUNE”] realizada por David Lynch em 1984 para o cinema foi para mim juntamente com THE NEVERENDING STORY ( e LADYHAWKE ), um filme determinante no desenvolvimento da minha imaginação e a minha grande referência em termos de ambientes de fantasia ou mundos fora deste mundo.
Mais do que Star Wars em 1977.
Pessoalmente o mundo de DUNE marcou-me muito mais
Por volta de 1984, aos 14 anos queria ler muito os romances originais, pois sabia que existiam mas não estavam editados em Português e encontrarmos uma edição inglesa do que quer que fosse nessa época, era um daqueles acontecimentos raros. Lembrem-se que estamos a falar de uma Era onde não existia Internet. Yes kids, that existed ! Na pré-história.
Vi portanto o filme em 1984 pela primeira vez no cinema numa altura em que as pessoas ainda podiam ir às salas sem conhecerem o filme de ponta a ponta de antemão e portanto também eu entrei sem conhecer nada sobre  a história para lá de alguns de desenhos de capas que tinha visto.
Para mim foi um verdadeiro universo novo que se abriu naquele momento. Star Wars tinha sido fantástico, mas o mundo que DUNE mostrava era realmente do outro mundo. A começar pelas naves que pareciam feitas de qualquer material alienígena semelhante a osso e não precisavam de propulsores para voar ! Nem se pareciam com aviões !
Adorei a estética totalmente alienígena dos ambientes e todo o visual do filme foi uma referência marcante na minha imaginação desde então.
Não deve haver ilustração minha de FC que não tenho um bocadinho de Dune algures.

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Aliás, eu devo ter sido o único puto que apesar de ter adorado o Guerra das Estrelas quando o vi no final dos anos 70 ( e muitas vezes depois ainda no cinema da minha terra (em mono ainda)), não ficou particularmente marcado por esse universo na forma como foi determinante na minha imaginação e me levou muitos anos depois até ao trabalho de ilustração em que estou metido hoje em dia.
Star Wars marcou, foi giro, mas Dune foi tudo o que queria ver num universo cinematográfico de FC. Para começar, podia ser um filme, mas parecia -um romance- em imagens pois desde logo que senti que esta história só poderia ter vindo de um livro, iguais áqueles que eu comprava na coleção de FC da Europa-América na altura.
[“DUNE”] ( e The Neverending Story ) foram uma revelação sensorial.
A partir do momento em que vi estes dois filmes eu tive a certeza de que o que eu  queria fazer era criar mundos imaginários, fosse lá de que forma fosse, pois havia universos por descobrir que só eu tinha visualizado na minha imaginão.

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[“DUNE”] ficou-me também na memória, como sendo um daqueles filmes que vi encher por várias vezes a sala de cinema da minha cidade. Não só durante a estreia mas também depois nas outras vezes seguintes em que o filme regressou ao Cine-Teatro de Portimão; isto numa época em que não estreavam blockbusters de Hollywood todas as semanas e os que apareciam uma ou duas vezes por ano, raramente chegavam aos cinemas de província que funcionavam essencialmente a vapor com filmes do Bud Spencer todas as semanas e pouco mais.
[“DUNE”] das cinco vezes que me lembro de ter voltado ao cinema da minha cidade entre 1984 e 87 encheu sempre a sala e juntamente com Back to the Future foram os únicos dois filmes em que vi isso acontecer sucessivamente; anos depois da primeira estreia.
Se [“DUNE”] passava por Portimão entre 84 e 87 era sala cheia certa e nunca mais me esqueci disso.
Portanto, o filme de Lynch pode ter sido considerado um flop nos cinemas americanos, mas… em Portimão foi sempre um sucesso; ( parece que os americanos não percebiam bem o filme e assim e tal…mas malta aqui nunca pareceu ter problemas em apreciar a história. Mesmo com tanto ambiente e personagens bizzarros.)

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Quando surgiu depois em VHS nos clubes de video em aluguer anos mais tarde, lembro-me que também era um daqueles títulos que estava sempre fora e inclusivamente teve honras de destaque quando depois um dia no final dos anos 80 passou na sessão de cinema das quartas-feiras à noite.  Na RTP1 que nessa altura mostrava essencialmente filmes do Fred Astaire ou titulos de gansters dos anos 40 com o James Cagney mas tinha sempre reservadas as quartas-feiras a seguir ao telejornal para o cinema. Nesse dia passou uma cópia em 4:3 pan & scan que gravei e que revi duas vezes nessa mesma noite madrugada fora até ser dia.
Mas pelo visto não era só eu que gostava tanto deste filme já nessa época. Sempre ouvi muita gente falar dele com muito entusiasmo.
Parece que [“DUNE”] juntamente com Blade Runner, por qualquer motivo é ainda hoje um dos filmes da vida de muita gente, até para quem afirma não gostar nem nunca ter gostado de ficção-científica; mas para esses dois, dizem abrir uma excepção.
Já perdi a conta ás pessoas que me dizem: – “ai eu não gosto nada de ficção científica mas o Dune e o Blade Runner … “.
Acontece muito junto de mulheres  sem eu nunca ter percebido muito bem a lógica disto. Se calhar tem a ver com a explicação para [“DUNE”] ter tido sempre casa cheia por cá quando ainda passava ciclicamente no cinema, a long time ago… numa Era que já não existe. Tinha público de todas as idades, géneros e preferências cinéfilas.
Isto numa Era em que uma pessoa podia ir ao cinema e conseguir ver o filme e tudo !
Uma Era onde estavam proibidas todas as comidas e bebidas nas salas, as pipocas só no intervalo e quem se armasse em parvo perturbando as pessoas durante a projecção era pura e simplesmente expulso da sala pelo lanterninha sem medos do politicamente incorrecto ou receio de perder clientes para o estabelecimento. Espirravam demasiado, RUA ! Bons tempos.
Uma Era onde também os trailers do filme não explicavam o filme todo; e talvez tenha sido esse o problema para que [“DUNE”] não tivesse singrado com sucesso nos cinemas americanos na altura. Eles tinham mesmo de pensar durante o filme.

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Após um rodagem muito atribulada onde David Lynch teve imensos problemas com o produtor Italiano, Dino de Laurentis , [“DUNE”] estreou nas salas numa versão que foi sempre desprezada pelo pelo próprio realizador, pois a verdade é que o [“DUNE”] que todos vimos no cinema, que depos saiu em VHS e passou também na televisão Portuguesa afinal não coincidia com o argumento que Lynch tinha escrito e que julgava poder vir a filmar sem interferências.
O problema é que Dino de Laurentis licenciou a obra de Frank Herbert, o romance DUNE original pensando que tinha ali qualquer coisa que podia transformar fácilmente numa imitação Italiana de – RETURN OF JEDI – que estava na berra na altura com o terceiro filme Star Wars a rebentar nas salas. Ora naves espaciais, coisas no espaço, monstros feios, cobras gigantes, planetas desertos… isto parece-se mesmo com o Star Wars pensou o Dino de Laurentis e vai daí toca a investir não só num orçamento confortável ( foi o filme mais caro desse tempo ); como também contratou o realizador-revelação da altura para dirigir o épico espacial, convencido que os elogios na imprensa a David Lynch por causa do filme Eraserhead e O Homem Elefante seriam logo garantia de óptimas reviews para [“DUNE”] e por acréscimo fizesse tanto guito nas bilheteiras como a saga de George Lucas estava a fazer. E este metia o Sting e tudo!

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Quando o produtor Italiano percebeu que afinal David Lynch não estava a usar o romance de Frank Herbert apenas como inspiração para depois realizar o clone de – O REGRESSO DE JEDI – que lhe tinha sido encomendado a coisa complicou-se entre os dois.
Lynch tinha antes escrito um argumento que não só adaptava  bem o livro original mantendo inclusive muitas características literárias nos próprios diálogos no texto, como ainda por cima o situou visualmente num universo único que tinha muito pouco em comum com os cenários que o Dino tinha visto no Star Wars, o que não agradou nada ao produtor Italiano e a bronca rapidamente chegou ás publicações sobre cinema na altura. Dune foi mais outro daqueles projectos que ainda não tinha saído e a imprensa já apelidava de – fiasco absoluto -, o que é um conceito que me ultrapassa de todo ( e que voltou a acontecer recentemente com o fabuloso John Carter of Mars ).
Tudo culminou no facto do próprio David Lynch ter sido proibido de se aproximar da sala de montagem e impedido de ter qualquer voto na matéria em termos da forma que a versão para cinema iria ser cortada, recortada e montada; pois o objectivo do produtor era “salvar” o que tinha sido filmado e tentar cortar o filme de forma a se aproximar o mais possível da imitação-spaghetti-StarWars de alto orçamento que Dino de Laurentis queria que [“DUNE”] fosse a todo o custo.
Reza a lenda,  que foi o próprio Dino de Laurentis a dirigir a montagem do filme de Lynch e daí as falhas narrativas evidentes que por vezes se notam na versão de cinema, acabando por prejudicar a estrutura da história filmda , coisa que incomodou ainda mais o público americano que aparentemente na altura não percebeu nada do que viu.

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Apesar de no entanto, o próprio escritor Frank Herbert ter ficado bastante satisfeito com a visão de Lynch, Dino de Laurentis não queria saber.
O que os Italianos queriam era um clone de – O Regresso de Jedi –  mas ficaram com algo totalmente original entre mãos; tão original que não souberam como vender nem do lado Italiano, nem do lado Americano.
Mas, (tal como está evidenciado nas entrevistas dos extras de uma das edições dvd região 1 para Dune), Frank Herbert sempre apoiou o trabalho de Lynch e a sua visão da obra, chegando a dizer nas entrevistas que o filme era não só o verdadeiro DUNE como ainda por cima tinha sido melhorado com um universo visual perfeito que ele próprio não tinha imaginado ao escrever o livro.
Para quem leu o livro ( e sequelas ), tornou-se impossível voltar a reler a obra depois de [“DUNE”] criado por David Lynch ter surgido, sem reproduzirmos na nossa mente os ambientes gótico-steampunk que podemos contemplar no filme de 1984; ( o romance conta com muito poucas descrições de ambiente, o que sempre deu imenso espaço para o leitor imaginar o seu próprio visual e liberdade total a Lynch para colocar a sua marca visual que em última análise foi tão importante para o design de mundos imaginários como Blade Runner o foi para paisagens de cidades futuristas e ambientes noir de FC).
Essencialmente [“DUNE”] em 1984 veio criar uma divisão que nunca mais foi esquecida.
Há o antes e o depois do filme ter saído.
Quem leu os romances antes ou nunca viu o filme de Lynch tem um livro muito diferente na cabeça; quem leu os romances depois só consegue imaginar os ambientes em total mode de fantasia steampunk visualizados pela equipa de Lynch e aprovados pelo próprio escritor na altura.
A tal ponto que muita gente está até convencida que aquele ambiente visual fazia parte dos livros originais quando foi na realidade idealizado por Lynch e não por Herbert, apesar de alguma inspiração para o filme ter partido das primeiras pinturas que foram feitas para a edição ilustrada do livro no final dos anos 60 ( e que são fantásticas, mas mais uma vez foram imaginadas pelo artista pois não partem de verdadeiras descrições detalhadas no romance ).

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[“DUNE”] pode ter sido oficialmente um flop de bilheteira na américa, mas teve resultados excelentes no resto do mundo, em particular na Europa onde acabou por fazer bastante dinheiro ao longo dos anos quando se tornou um filme de culto. Em Portugal foi muito bem recebido e tenho ainda recortes e jornal da época com reviews excelentes.
O problema é que isso não satisfez Dino de Laurentis e levou a que no final dos anos 80 este tivesse licenciado o filme para passar na televisão americana mas numa nova montagem completamente alternativa e que incluía quase uma hora extra de filme, que o próprio Dino deitado fora quando montou o filme para cinema á sua maneira, ignorando Lynch !
A ideia de que finalmente poderiamos ir ver uma versão longa do filme podia parecer excelente à partida mas não foi.
Aliás…
Foi do pior mesmo.
Mesmo.

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Acabou por piorar a fama do original; pois muita gente que só viu a versão extendida pensou que esta era o filme que tinha estado nas salas e para complicar mais as coisas esta montagem surgiu depois também à venda em DVD como sendo “a versão integral” o que veio contribuir ainda mais para o mau nome que já perseguia [“DUNE”] nos estados unidos desde sempre.
Isto porque ao contrário do que seria de prever, quem montou esta versão-estendida para passar na TV americana licenciada por Dino de Laurentis ao integrar as cenas extra não o fez seguindo guião original de Lynch, mas sim montou tudo de forma a que [“DUNE”] – “fosse mais fácil de perceber” – para os espectadores americanos, tornando a versão estendida tão má e tão – burra- que inclusivamente incluiu um início alternativo todo narrado em slides com ilustrações do pior e do mais amador possível, num estilo que não tem nada em comum com o universo Dune e foram claramente esboços de cor feitos à pressa.
Início esse onde um narrador americano explica em detalhe tudo o que se irá passar na história do filme; quem são os personagens, onde vivem, quem são os bons, quem são os maus, etc, etc, etc. Não só explica, como complica pois muita desta nova backstory mais parece as origens de um qualquer super-heroi da Marvel do que algo pertencente ao universo Dune. Esta nova “origem” em alguns momentos parece até decalcada do conceito da Galactica em relação aos Cylons por exemplo. O que quer dizer que esta parvoíce nem fez parte sequer do romance original, mas por causa desta desgraça muita gente que não leu os livros pensa que isto está nos romances descrito desta forma idiota.

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Como se isto já não fosse mau, os “editores” desta versão televisiva INVENTARAM até cenas para tornar o filme mais fácil de perceber. E quando eu digo – inventaram – é … INVENTARAM MESMO !
Ou seja, na mesa de montagem pegaram em bocadinhos de outras cenas que pertenciam a partes diferentes do filme, colaram-nos uns aos outros e construíram novas cenas que nunca foram filmadas !
Isto apenas porque o canal de TV achava que haviam partes da história que ainda não estavam muito claras pois o livro era muito confuso…
Como não havia material filmado por Lynch disponível onde os personagens – explicassem a história – ao espectador ainda mais em detalhe, essas cenas adicionais foram “cozinhadas” visualmente para que depois o editor ligasse umas cenas originais a outras com um contexto que se tornasse mais – simples – de entender para o espectador típico.
Uma dessas cenas ficou famosa como exemplo do que uma montagem pode fazer para mudar um filme. Trata-se de um segmento em que vemos a Reverenda-Madre a viajar a bordo de uma nave de um sitio para o outro a meio do filme.
Ora isso nunca aconteceu nem no livro nem no argumento original de Lynch e portanto essa “cena” foi construída na mesa de montagem do canal de Televisão usando bocadinhos de uma outra cena espacial , – colada – a uma outra parte em que a Reverenda-Madre está sentada num quarto a meditar.
E sendo assim, PUF ! Por magia, o quarto passou a interior de nave e a meditação da senhora passou a ser uma cena de viagem no espaço do ponto A ao ponto B do universo.
E isto nem é o pior exemplo, mas deixo o resto par vocês explorarem caso tenham “o prazer” de se depararem com essa versão “televisiva” pela frente um dia.

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Resultado aquela que ficou conhecida como a versão extendida de [“DUNE”], para televisão é tão má , mas tão má que o próprio David Lynch EXIGIU que o seu nome fosse retirado dos créditos.
Esta versão para TV com uma qualidade de imagem atroz e remontada num horrível 4:3 em Pan & Scan, é oficialmente conhecida como o [“DUNE”] “realizado” por – “ALAN SMITHEE” – que para quem não sabe é o pseudónimo usado em Hollywood quando há problemas com um filme e um realizador se recusa a ter o seu nome ligado a um resultado cinematográfico de merda, normalmente culpa do produtor, como foi aqui culpa de Dino de Laurentis.
Portanto amigo leitor, para saber se está ou não a ver a cópia certa de [“DUNE”] basta procurar pelo nome do realizador nos créditos.
Se estiver lá – “Directed by Alan Smitee” é a versão errada. Fuja !

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Curiosamente… ou talvez não, sabe-se lá porque carga de água (surpreedentemente… ou talvez não)… esta versão “realizada por Alan Smithee” que passou na televisão americana um par de décadas atrás é a preferida dos norte-americanos !!!
Não acreditam ? Basta lerem alguns comentários na internet.
Até há gente que na Amazon, mete reviews a falar mal dos blurays com a versão original do filme, dizendo que é péssima pois está -cortada- e queriam era mesmo a versão “integral” de trés horas que tinham visto na televisão !!!
Mesmo mutilada em 4:3 Pan & Scan, tem sempre melhores reviews do que a versão original para cinema, isto porque segundo alguns utilizadores, (esta atroz montagem televisiva) é a versão – que se percebe melhor – pois a história está toda bem explicadinha logo desde o início…
Não interessa se até o inicio foi totalmente inventado para essa versão e reduzido ao pior estereotipo debiloide de um mau comics gringo de super-herois. Eles gostam.
O que quer dizer que pelo visto Dino de Laurentis tinha razão quando estava mais interessado em apontar á burrice do espectador médio norte americano do que em fazer uma boa adaptação do livro, para desgraça de Lynch que acabou por ser quem levou com as culpas do filme supostamente não ter resultado… dizem as más linguas…
Trinta anos depois… quando ainda se fala dele…e definiu um género e uma estética…

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Essa versão “televisiva” atroz até há bem pouco tempo era bem fácil de se encontrar em DVD o que causou uma grande confusão, pois houve muita gente que comprou esse dvd horrível pensando estar a comprar a versão de cinema oficial, (até porque em algumas edições a capa era idêntica e o resultado foi um caos publicitário total).
Eu comprei de propósito só para a ver com os meus próprios olhos pois não queria acreditar que fosse tão má como afinal foi.
Ainda hoje muita gente que não viu o filme no cinema e só viu aquela remontarem televisiva em dvd não gostou do que viu , precisamente porque era impossível ter gostado.
E não confundir essa versão televisiva com a mini-série criada no ano 2000 ( ou a sua sequela “Children of Dune”; que adapta o mesmo romance ( e sequelas ) com um argumento que se assemelha bastante aquele que Lynch deveria ter montado mas que Dino de Laurentis não permitiu.

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Dune só deve ser visto ou na sua versão de cinema assinada por David Lynch ou na actual FANEDIT – DUNE REDUX remontada por alguém intitulado “Spicediver”.
Tudo o resto é puro lixo. Mas lixo à volta de versões de Dune é coisa que abunda na internet para ser comprado e pirateado, por isso muito cuidado com o que compram ou sacam dos torrents…
Mas no universo [“DUNE”] nem tudo está perdido.

O que nos leva então ao grande motivo deste post gigante, mas que não podia ter passado sem a introdução interminável efectuada atrás. Sorry about that…

Passemos então á nova versão de [“DUNE”] que a partir de agora será referida como [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] para efeitos de review e distinguir-se da montagem original de 1984 realizada por Lynch.

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DUNE REDUX – THE SPICEDIVER FanEDIT

Se gostaram do original em 1984 e sempre quiseram ver uma versão maior, é esta !

Para começar [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] segue o mais possível à risca o argumento original de Lynch que tinha andado perdido durante décadas pelos arquivos dos estúdios americanos, essencialmente no balde do lixo e foi recentemente recuperado pelos autores desta nova montagem.

Mas isto surgiu como ? Quem são estes tipos ? Como o conseguiram ?…

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Essencialmente [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é resultado do conceito de – “FANEDIT”; uma espécie de clube anónimo mundial de pessoas que trabalham no meio audio-visual e cujo algumas operam inclusivamente a partir do interior dos estúdios tendo acesso a muito material de arquivo relativo a produções famosas e não só.
Tudo isto é feito à margem da lei no que toca a copyright e portanto a identidade destas pessoas é desconhecida.
Neste caso, “Spicediver” julga-se que é apenas uma pessoa mas pode ser pseudónimo de um grupo de criativos em modo stealth ao melhor estilo Anonimous.
Toda a comunidade “Fanedit” é uma comunidade incrivelmente fechada e até há bem poucos anos para conseguir contactá-los tínhamos de passar por um processo de selecção e filtragem que mais parecia um exame para trabalharmos para a CIA.
Quando [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] foi anunciado mas não estava disponível ainda em torrents públicas, até que me tivessem disponibilizado o link privado para download da minha cópia tive de passar por uma série de testes de confiança que duraram quase uma semana em emails e links osbscuros para trás e para a frente e que mais parecia um teste do KGB. Mas compreende-se a segurança necessária. Ainda hoje é particularmente dificil termos acesso aos trabalhos FanEdits pois o grupo não disponibiliza downloads ou indica sequer onde estarão links. Se queremos muito uma versão de qualquer filme remontado por eles ( e recomendam-se ) temos de ter muita paciência e perseverança para embarcarmos em verdadeiras caças ao tesouro.
Isto porque a filosofia – fanedit- é a de puramente servir o cinema e restaurar material inédito à sua velha glória, sem lucrarem ou principalmente dar a lucrar a terceiros com esse trabalho de pesquisa e montagem. Mais sobre este pessoal anónimo no site oficial.

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Portanto os criadores de [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] são profissionais da área com acesso a material que muita gente julgava inclusivamente estar perdido mas que foi recuperado após alguns anos de pesquisa, neste caso por “Spicediver” que poderá ser uma única pessoa ou não.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é na verdade já uma terceira versão do projecto inicial de restaurar DUNE. As versões anteriores também foram lançadas mas eu pessoalmente nunca as vi, pois esta última é a versão realmente considerada por toda a gente que teve acesso a ela.
E sim, tudo o que lerem de positivo sobre este trabalho é verdade.

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[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é DUNE o mais aproximado possível da visão de Lynch. Os seus autores seguiram inclusivamente o guião original e todas as cenas estão nesta versão agora remontadas pela ordem cronológica correcta e originalmente pensada. É certo que nem todas as cenas puderam ser encontradas pois provavelmente Dino de Laurentis nem as deixou filmar, mas muito do que está em [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] segundo Spicediver, foi suficiente para restaurar o filme praticamente na totalidade de acordo com o que foi escrito e planeado por Lynch décadas atrás, seguindo o guião cena a cena o mais fielmente possível.
Como resultado, [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] tal como a versão televisiva atroz, décadas atrás tem também quase mais uma hora de cenas extras incluídas, só que desta vez não foram apenas coladas à parva mas sim com uma lógica legitimada pelo próprio guião.

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Além disso, Spicediver não se limitou apenas a remontar o filme, mas tentou inclusivamente melhorar  em termos técnicos todas as cenas adicionais. Tanto em som como em limpeza de imagem [“DUNE REDUX – The “Spicediver” Edit”] foi alvo de um trabalho apurado o que contribui para que o resultado tenha tido a qualidade que tem.
É certo que se nota alguma discrepância óbvia entre as cenas originais e as cenas novas pois o material perdido estava muito mal tratado, mas de qualquer forma tudo resulta e os fãs de DUNE irão adorar ver esta versão.
Especialmente se forem fãs não apenas do filme de Lynch mas principalmente do romance de Frank Herbert.
DUNE nunca esteve tão de acordo com o livro como está nesta versão.
Não faltam inclusivamente a separação de capítulos que divide o romance em várias partes únicas dentro da história. Também [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] reproduz essa lógica da novela, o que nos faz sentir imediatamente que estamos a ver um DUNE muito fiel às suas origens literárias.

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[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] começa de uma forma diferente da que estamos habituados a ver, pois antes da clássica introdução da princesa Irulan agora a história inicia-se com uma breve sequência mística que certamente teria aborrecido de morte e confundido metade dos espectadores americanos se tivesse sido esta a abertura do filme originalmente nas salas.
Pessoalmente estou tão habituado ao monólogo da princesa no início que estranho imenso esta nova abertura, por outro lado, entra directamente pelo ambiente místico do filme adentro e é perfeita para mostrar logo de início que esta versão de DUNE vai ser realmente algo de especial.
Até porque esta cena nova inicial nem estava completa sequer na péssima remontarem televisiva “de Alan Smithee” anos atrás, talvez para não assustar as plateias.

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Essencialmente [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é um espectáculo.
Não se conhece opinião de David Lynch sobre o assunto porque ele não gosta muito de falar sobre esta sua experiência no cinema blockbuster mainstream, mas não me admirava nada que este tenha ficado bastante satisfeito. Pessoalmente duvido que um verdadeiro director´s cut viesse a ficar melhor do que esta versão e portanto Lynch deve ter gostado também do resultado, ainda para mais um trabalho verdadeiramente -indie-  à revelia dos estúdios.

Até incluíram um par daqueles desenhos atrozes do cut televisivo e conseguiram-nos fazer funcionar dentro do novo contexto. Puro milagre.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é uma daquelas versões cheias de coisas novas. Pensem no directors cut do Lord of the Rings mas ao cubo em termos de novidades e se procuram por cenas extra que nunca viram esta versão é imperdivel, especialmente se a compararem com o que leram no romance original e perceberem como tentou ser fiel ao livro.
As mudanças são muitas e como este texto já vai longo, poderão ficar a conhecê-las aqui no site oficial na lista informativa criada por Spicediver.
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

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Apesar deste trabalho ser extraordinário, há no entanto um par de coisas com que eu não concordo de todo.
Penso que não deveriam ter usado alguns takes alternativos de algumas cenas, pois os takes originais presentes na versão de Lynch na minha opinião eram infinitamente melhores e não entendo o critério de substituição.
Por exemplo no início algumas cenas com o Imperador são do pior e do mais amador em termos de representação de José Ferrer e não se percebe; mais parecem um ensaio inicial do que um take final e alguns diálogos são tão maus que nos retiram imediatamente de dentro do universo do filme.
Também não concordo que tenham mexido no som em algumas sequências.
Por exemplo o – Navegador – agora tem uma voz diferente e um ritmo de diálogo muito esquisito parecendo novamente ser mais um take de ensaio do que outra coisa quando o original tinha bastante carisma. Não entendo de todo porque está assim nesta versão.

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Mas para mim se [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] tem no entanto uma coisa extremamente negativa esta foi a total remoção ou redução dos diálogos internos dos personagens quando no original os ouvíamos a pensar ou meditar e que davam tanta identidade e atmosfera misteriosa ao filme.
Mas que raio têm os americanos contra aquelas cenas mais contemplativas ?!
Essas partes no filme original contribuíam totalmente para o tom intimista e místico que só ficava bem em Dune mas aqui nesta versão praticamente sumiram.
Não entendo de todo e para mim é a única coisa verdadeiramente péssima desta versão que tirando isso é absolutamente notável.
Parece a mesma situação que aconteceu em Blade Runner, quando por qualquer motivo que me ultrapassa Riddley Scott sempre achou que a narrativa em estilo detective noir de Harrison Ford no inicio do filme não se integrava bem. Eu pelo menos continuo a sentir mesmo falta dessa atmosfera no início do filme e o mesmo se aplica aqui a [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] por terem removido aquilo que para mim era das coisas mais atmosféricas em termos de ambiente Dune; os pensamentos dos personagens. Why ?!!

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De resto, tudo fantástico. A inclusão de novas cenas é bastante bem-vinda, especialmente quando o filme entra pelas partes com os Fremen onde há muita coisa nova, entre as quais a famosa cena que se julgava perdida, onde se assiste á origem da água da vida expelida pelos vermes pequenos numa cerimónia religiosa.
As divisões do filme em capítulos são uma adição fantástica que apesar de simples nos remete imediatamente para o universo do livro e algumas mudanças aqui e ali em termos de ordem de cena e extensão ou redução de tantas outras transforma [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] na versão a não perder de todo.

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Há muito mais para contar, mas é melhor ficar por aqui e recomendar a toda a gente que desconhece que esta versão existe, que a vá buscar quanto antes, pois está cada vez mais rara; neste momento só há um par de torrents com poucos seeds que a disponibilizam por isso despachem-se.
Eu estou a partilhar a minha, por isso pelo menos uma partilha vão encontrar ainda.
Existem também na net, legendas para esta versão , tanto em inglês como em Português do Brasil. Eu não consigo agora encontrar o link mas actualizarei este post assim que o localizar.

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Posto isto… o que dizer de DUNE enquanto filme ? Para mim pode ser uma obra-prima falhada, mas continuará a ser absolutamente mágico.
Deve ser um dos filmes que mais revi até hoje e practicamente como em THE NEVERENDING STORY, CASABLANCA, LADYHAWKE, THE BIG BLUE, BLADE RUNNER, entre outros sei practicamente os diálogos de cor.
Visualmente pertence a uma Era pré-digital onde a arte das maquetas brilhava e quanto a mim prefiro mil vezes os SANDWORMS articulados em DUNE que mil maravilhas digitais modernas onde tudo parece um desenho animado.
O mundo de Dune continua sólido e real.
Em Dune mesmo nas cenas mais fracas em termos de efeitos logo esquecemos isso pois a atmosfera do universo é tão absorvente que os vermes de areia continuam absolutamente fascinantes. E quem se recorda de os ter visto num clássico ecran gigante de cinema  nunca mais irá esquecer do efeito que era ver um monstro destes sair debaixo de uma duna de areia numa daquelas paredes que fazem as ridiculas salinhas de video dos cinemas de centro comercial actuais parecerem miseráveis em comparação.

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O digital pode ser muito giro mas ainda não chegou a atingir este nível orgânico que um bom efeito práctico consegue atingir. Mesmo velhinho.
E talvez o maior problema de Dune actualmente seja até o de que genericamente já não existem salas de cinema suficientemente épicas para complementar a atmosfera mágica que um filme tão old-school como este ainda consegue recriar.

Já agora, provavelmente não sabem, mas segundo uma das entrevistas com Frank Herbert num dos extras de uma edição Dvd região 1 lançada anos atrás, DUNE o livro, não se deveria ter chamado DUNE mas sim “MARS“.

Frank Herbert por questões de copyright na altura foi aconselhado pela editora a mudar o nome e o romance passou a chamar-se Dune, tendo também todas as referências relativas ao planeta MARTE sido removidas do texto no romance por sugestão do editor, o que foi benéfico para o trabalho, pois segundo o autor, tornou o mundo de Dune ainda mais enigmático e potencialmente místico do que este tinha tido a intenção de ser.
Também concordo e achei fascinante este detalhe que não conhecia de todo mas que por acaso até vai ao encontro de outro dos meus outros tópicos favoritos, precisamente tudo  o que envolve o passado misterioso do planeta Marte.

O tema não foi aprofundado na mesa redonda gravada em video com muito mau som e imagem que estava no dvd, por isso nunca se soube bem se isto seria um Marte num passado muito remoto ou num futuro muito distante.
Apesar das datas apresentadas no livro e no filme, a coisa para quem conhece este pormenor fascinante fica por discutir.
Para mim gosto de pensar que DUNE será MARTE num passado muito, muito remoto, biliões de anos atrás quando o universo ainda era jovem e a magia fazia parte da natureza, um pouco como foi representado também noutro titulo de FC que recomendei mais atrás, Garm Wars. Curiosamente outro filme claramente inspirado na estética de Dune primeiramente apresentada por David Lynch neste trabalho supostamente falhado que hoje é ainda admirado por tanta gente e marcou uma era no que toca ao próprio design de mundos alienígenas para cinema.

Posto isto…

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CLASSIFICAÇÃO

Depois de um texto assim o que dizer mais ?…
Se são fãs de DUNE nem deviam estar a ler isto ainda.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é a versão a ver quanto antes.
E se leram o livro ainda irão gostar mais do que se só conhecem o filme.

Cinco Planetas Saturno e um Gold Award pois está claro.
The spice must flow !

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A favor:
não é um make-over ligeiro mas uma remodelação de fundo, segue o guião original que Dino de Laurentis impediu David Lynch de montar, muitas cenas novas, muitas das cenas novas resultam plenamente, a nova estrutura da história segue o livro de forma mais coerente, a divisão do filme em três capítulos com citações do livro é super atmosférica, tudo o que gostavam no Dune original ficou ainda melhor de uma forma geral, a nova intro estranha-se mas depois entranha-se, qualquer cena extra com Patrick Stewart é sempre bem-vinda. É o melhor fan-edit de sempre sem margem para dúvida.
O filme trouxe-nos um verdadeiro novo universo nunca visto na altura, o seu design tornou-se tão marcante como o de Blade Runner, muitos dos efeitos especiais de maquetas ainda continuam sólidos e absolutamente mágicos, os sandworms são fantásticos e a perfeita representação do que está no livro, é uma boa adaptação de um livro complicado de ser adaptado, continua a ser um título hipnótico e fascinante, como space-opera continua o template onde muitas imitações já foram beber, é o perfeito elo de ligação entre um universo de ficção-científica a roçar a Fantasia Épica.

Contra: algumas cenas extra não resultam porque são incrivelmente mal representadas ou a qualidade de imagem não deu para ser totalmente recuperada, substituíram a voz do Navegador de especiarias na cena com o Imperador e está bem pior com um tom esquisito sem chama, removeram todos os diálogos internos com pensamentos dos personagens que tornavam a versão original tão especial e atmosférica !!!!
Se gostavam de ter isto em DVD , ou BLURAY legítimos com um tratamento legal e oficial realmente merecido, esqueçam.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
https://www.youtube.com/watch?v=MK5eoV93oyg

dune-redux-53

LISTA DE NOVIDADES e ALTERAÇÕES (Tab CHANGES)
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

REVIEWS DO PÚBLICO (Tab REVIEWS)
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

FANEDIT.ORG
https://www.fanedit.org/

DOWNLOAD TORRENT ( funcional a 22-10-2016 )
https://1337x.unblockall.xyz/torrent/1124251/Dune-1984-Alternative-Edition-Redux-fanedit-AVI-XVID/

REVIEW ALTERNATIVA
http://www.samhawken.com/?p=11358

IMDB para o DUNE original de 1984 – Theatrical Cut de 137 minutos.
http://www.imdb.com/title/tt0087182

Comprar DUNE (Theatrical Cut original) em BLURAY edição USA – Região 0
desbloqueado.

dune-bluray-01

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B00371QQ0M/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B00371QQ0M&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

ou numa outra edição em Bluray desta vez a edição Inglesa , Região B (2) – Europa

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https://www.amazon.co.uk/gp/product/B01BY1XJRO/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B01BY1XJRO&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

Comprar Dune (Theatrical Cut original) em DVD edição Inglesa, Região 2 – Europa

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