DUNE REDUX – A versão perdida do clássico filme de David Lynch.

Já postei isto no meu outro blog, especialmente dedicado ao cinema de culto mas achei que seria importante divulgar por aqui também pois os meus leitores são variados e entre eles podem estar muitos fãs [“DUNE”] que desconhecem que existe uma versão alternativa e irão gostar do que vem a seguir. Lamento o tamanho do post, mas a raridade do filme assim o justifica e como tal este é o local certo para dar a conhecer este título que aposto ainda hoje muita gente desconhece, seja na versão original, seja nesta “nova” versão que nenhum fã de Dune pode deixar de ver.

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Por isso este post especial e especialmente longo é sobre dois DUNES num só; ao mesmo tempo que irei falar da versão de 1984 muito do que tenho para dizer inicialmente irá depois remeter para aquilo que nos traz aqui; a divulgação de uma versão alternativa de [“DUNE”] que, por questões legais não pode ter divulgação nos media e nunca será editada em DVD ou Bluray. Pelo menos não tão cedo. E devia, pois é quase, quase perfeita.
Portanto, ficam desde já avisados que este post vai ser grande e terão muito para ler.
Se são fãs de [“DUNE”] realizado por Lynch e nunca ouviram falar de [“DUNE REDUX”] então acho que vão adorar.

Se nunca gostaram do filme , não é com esta versão que irão mudar de ideias e podem passar a outro post; mas se gostaram do original vão adorar o que proponho a seguir.
A versão de [“DUNE”] realizada por David Lynch em 1984 para o cinema foi para mim juntamente com THE NEVERENDING STORY ( e LADYHAWKE ), um filme determinante no desenvolvimento da minha imaginação e a minha grande referência em termos de ambientes de fantasia ou mundos fora deste mundo.
Mais do que Star Wars em 1977.
Pessoalmente o mundo de DUNE marcou-me muito mais
Por volta de 1984, aos 14 anos queria ler muito os romances originais, pois sabia que existiam mas não estavam editados em Português e encontrarmos uma edição inglesa do que quer que fosse nessa época, era um daqueles acontecimentos raros. Lembrem-se que estamos a falar de uma Era onde não existia Internet. Yes kids, that existed ! Na pré-história.
Vi portanto o filme em 1984 pela primeira vez no cinema numa altura em que as pessoas ainda podiam ir às salas sem conhecerem o filme de ponta a ponta de antemão e portanto também eu entrei sem conhecer nada sobre  a história para lá de alguns de desenhos de capas que tinha visto.
Para mim foi um verdadeiro universo novo que se abriu naquele momento. Star Wars tinha sido fantástico, mas o mundo que DUNE mostrava era realmente do outro mundo. A começar pelas naves que pareciam feitas de qualquer material alienígena semelhante a osso e não precisavam de propulsores para voar ! Nem se pareciam com aviões !
Adorei a estética totalmente alienígena dos ambientes e todo o visual do filme foi uma referência marcante na minha imaginação desde então.
Não deve haver ilustração minha de FC que não tenho um bocadinho de Dune algures.

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Aliás, eu devo ter sido o único puto que apesar de ter adorado o Guerra das Estrelas quando o vi no final dos anos 70 ( e muitas vezes depois ainda no cinema da minha terra (em mono ainda)), não ficou particularmente marcado por esse universo na forma como foi determinante na minha imaginação e me levou muitos anos depois até ao trabalho de ilustração em que estou metido hoje em dia.
Star Wars marcou, foi giro, mas Dune foi tudo o que queria ver num universo cinematográfico de FC. Para começar, podia ser um filme, mas parecia -um romance- em imagens pois desde logo que senti que esta história só poderia ter vindo de um livro, iguais áqueles que eu comprava na coleção de FC da Europa-América na altura.
[“DUNE”] ( e The Neverending Story ) foram uma revelação sensorial.
A partir do momento em que vi estes dois filmes eu tive a certeza de que o que eu  queria fazer era criar mundos imaginários, fosse lá de que forma fosse, pois havia universos por descobrir que só eu tinha visualizado na minha imaginão.

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[“DUNE”] ficou-me também na memória, como sendo um daqueles filmes que vi encher por várias vezes a sala de cinema da minha cidade. Não só durante a estreia mas também depois nas outras vezes seguintes em que o filme regressou ao Cine-Teatro de Portimão; isto numa época em que não estreavam blockbusters de Hollywood todas as semanas e os que apareciam uma ou duas vezes por ano, raramente chegavam aos cinemas de província que funcionavam essencialmente a vapor com filmes do Bud Spencer todas as semanas e pouco mais.
[“DUNE”] das cinco vezes que me lembro de ter voltado ao cinema da minha cidade entre 1984 e 87 encheu sempre a sala e juntamente com Back to the Future foram os únicos dois filmes em que vi isso acontecer sucessivamente; anos depois da primeira estreia.
Se [“DUNE”] passava por Portimão entre 84 e 87 era sala cheia certa e nunca mais me esqueci disso.
Portanto, o filme de Lynch pode ter sido considerado um flop nos cinemas americanos, mas… em Portimão foi sempre um sucesso; ( parece que os americanos não percebiam bem o filme e assim e tal…mas malta aqui nunca pareceu ter problemas em apreciar a história. Mesmo com tanto ambiente e personagens bizzarros.)

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Quando surgiu depois em VHS nos clubes de video em aluguer anos mais tarde, lembro-me que também era um daqueles títulos que estava sempre fora e inclusivamente teve honras de destaque quando depois um dia no final dos anos 80 passou na sessão de cinema das quartas-feiras à noite.  Na RTP1 que nessa altura mostrava essencialmente filmes do Fred Astaire ou titulos de gansters dos anos 40 com o James Cagney mas tinha sempre reservadas as quartas-feiras a seguir ao telejornal para o cinema. Nesse dia passou uma cópia em 4:3 pan & scan que gravei e que revi duas vezes nessa mesma noite madrugada fora até ser dia.
Mas pelo visto não era só eu que gostava tanto deste filme já nessa época. Sempre ouvi muita gente falar dele com muito entusiasmo.
Parece que [“DUNE”] juntamente com Blade Runner, por qualquer motivo é ainda hoje um dos filmes da vida de muita gente, até para quem afirma não gostar nem nunca ter gostado de ficção-científica; mas para esses dois, dizem abrir uma excepção.
Já perdi a conta ás pessoas que me dizem: – “ai eu não gosto nada de ficção científica mas o Dune e o Blade Runner … “.
Acontece muito junto de mulheres  sem eu nunca ter percebido muito bem a lógica disto. Se calhar tem a ver com a explicação para [“DUNE”] ter tido sempre casa cheia por cá quando ainda passava ciclicamente no cinema, a long time ago… numa Era que já não existe. Tinha público de todas as idades, géneros e preferências cinéfilas.
Isto numa Era em que uma pessoa podia ir ao cinema e conseguir ver o filme e tudo !
Uma Era onde estavam proibidas todas as comidas e bebidas nas salas, as pipocas só no intervalo e quem se armasse em parvo perturbando as pessoas durante a projecção era pura e simplesmente expulso da sala pelo lanterninha sem medos do politicamente incorrecto ou receio de perder clientes para o estabelecimento. Espirravam demasiado, RUA ! Bons tempos.
Uma Era onde também os trailers do filme não explicavam o filme todo; e talvez tenha sido esse o problema para que [“DUNE”] não tivesse singrado com sucesso nos cinemas americanos na altura. Eles tinham mesmo de pensar durante o filme.

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Após um rodagem muito atribulada onde David Lynch teve imensos problemas com o produtor Italiano, Dino de Laurentis , [“DUNE”] estreou nas salas numa versão que foi sempre desprezada pelo pelo próprio realizador, pois a verdade é que o [“DUNE”] que todos vimos no cinema, que depos saiu em VHS e passou também na televisão Portuguesa afinal não coincidia com o argumento que Lynch tinha escrito e que julgava poder vir a filmar sem interferências.
O problema é que Dino de Laurentis licenciou a obra de Frank Herbert, o romance DUNE original pensando que tinha ali qualquer coisa que podia transformar fácilmente numa imitação Italiana de – RETURN OF JEDI – que estava na berra na altura com o terceiro filme Star Wars a rebentar nas salas. Ora naves espaciais, coisas no espaço, monstros feios, cobras gigantes, planetas desertos… isto parece-se mesmo com o Star Wars pensou o Dino de Laurentis e vai daí toca a investir não só num orçamento confortável ( foi o filme mais caro desse tempo ); como também contratou o realizador-revelação da altura para dirigir o épico espacial, convencido que os elogios na imprensa a David Lynch por causa do filme Eraserhead e O Homem Elefante seriam logo garantia de óptimas reviews para [“DUNE”] e por acréscimo fizesse tanto guito nas bilheteiras como a saga de George Lucas estava a fazer. E este metia o Sting e tudo!

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Quando o produtor Italiano percebeu que afinal David Lynch não estava a usar o romance de Frank Herbert apenas como inspiração para depois realizar o clone de – O REGRESSO DE JEDI – que lhe tinha sido encomendado a coisa complicou-se entre os dois.
Lynch tinha antes escrito um argumento que não só adaptava  bem o livro original mantendo inclusive muitas características literárias nos próprios diálogos no texto, como ainda por cima o situou visualmente num universo único que tinha muito pouco em comum com os cenários que o Dino tinha visto no Star Wars, o que não agradou nada ao produtor Italiano e a bronca rapidamente chegou ás publicações sobre cinema na altura. Dune foi mais outro daqueles projectos que ainda não tinha saído e a imprensa já apelidava de – fiasco absoluto -, o que é um conceito que me ultrapassa de todo ( e que voltou a acontecer recentemente com o fabuloso John Carter of Mars ).
Tudo culminou no facto do próprio David Lynch ter sido proibido de se aproximar da sala de montagem e impedido de ter qualquer voto na matéria em termos da forma que a versão para cinema iria ser cortada, recortada e montada; pois o objectivo do produtor era “salvar” o que tinha sido filmado e tentar cortar o filme de forma a se aproximar o mais possível da imitação-spaghetti-StarWars de alto orçamento que Dino de Laurentis queria que [“DUNE”] fosse a todo o custo.
Reza a lenda,  que foi o próprio Dino de Laurentis a dirigir a montagem do filme de Lynch e daí as falhas narrativas evidentes que por vezes se notam na versão de cinema, acabando por prejudicar a estrutura da história filmda , coisa que incomodou ainda mais o público americano que aparentemente na altura não percebeu nada do que viu.

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Apesar de no entanto, o próprio escritor Frank Herbert ter ficado bastante satisfeito com a visão de Lynch, Dino de Laurentis não queria saber.
O que os Italianos queriam era um clone de – O Regresso de Jedi –  mas ficaram com algo totalmente original entre mãos; tão original que não souberam como vender nem do lado Italiano, nem do lado Americano.
Mas, (tal como está evidenciado nas entrevistas dos extras de uma das edições dvd região 1 para Dune), Frank Herbert sempre apoiou o trabalho de Lynch e a sua visão da obra, chegando a dizer nas entrevistas que o filme era não só o verdadeiro DUNE como ainda por cima tinha sido melhorado com um universo visual perfeito que ele próprio não tinha imaginado ao escrever o livro.
Para quem leu o livro ( e sequelas ), tornou-se impossível voltar a reler a obra depois de [“DUNE”] criado por David Lynch ter surgido, sem reproduzirmos na nossa mente os ambientes gótico-steampunk que podemos contemplar no filme de 1984; ( o romance conta com muito poucas descrições de ambiente, o que sempre deu imenso espaço para o leitor imaginar o seu próprio visual e liberdade total a Lynch para colocar a sua marca visual que em última análise foi tão importante para o design de mundos imaginários como Blade Runner o foi para paisagens de cidades futuristas e ambientes noir de FC).
Essencialmente [“DUNE”] em 1984 veio criar uma divisão que nunca mais foi esquecida.
Há o antes e o depois do filme ter saído.
Quem leu os romances antes ou nunca viu o filme de Lynch tem um livro muito diferente na cabeça; quem leu os romances depois só consegue imaginar os ambientes em total mode de fantasia steampunk visualizados pela equipa de Lynch e aprovados pelo próprio escritor na altura.
A tal ponto que muita gente está até convencida que aquele ambiente visual fazia parte dos livros originais quando foi na realidade idealizado por Lynch e não por Herbert, apesar de alguma inspiração para o filme ter partido das primeiras pinturas que foram feitas para a edição ilustrada do livro no final dos anos 60 ( e que são fantásticas, mas mais uma vez foram imaginadas pelo artista pois não partem de verdadeiras descrições detalhadas no romance ).

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[“DUNE”] pode ter sido oficialmente um flop de bilheteira na américa, mas teve resultados excelentes no resto do mundo, em particular na Europa onde acabou por fazer bastante dinheiro ao longo dos anos quando se tornou um filme de culto. Em Portugal foi muito bem recebido e tenho ainda recortes e jornal da época com reviews excelentes.
O problema é que isso não satisfez Dino de Laurentis e levou a que no final dos anos 80 este tivesse licenciado o filme para passar na televisão americana mas numa nova montagem completamente alternativa e que incluía quase uma hora extra de filme, que o próprio Dino deitado fora quando montou o filme para cinema á sua maneira, ignorando Lynch !
A ideia de que finalmente poderiamos ir ver uma versão longa do filme podia parecer excelente à partida mas não foi.
Aliás…
Foi do pior mesmo.
Mesmo.

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Acabou por piorar a fama do original; pois muita gente que só viu a versão extendida pensou que esta era o filme que tinha estado nas salas e para complicar mais as coisas esta montagem surgiu depois também à venda em DVD como sendo “a versão integral” o que veio contribuir ainda mais para o mau nome que já perseguia [“DUNE”] nos estados unidos desde sempre.
Isto porque ao contrário do que seria de prever, quem montou esta versão-estendida para passar na TV americana licenciada por Dino de Laurentis ao integrar as cenas extra não o fez seguindo guião original de Lynch, mas sim montou tudo de forma a que [“DUNE”] – “fosse mais fácil de perceber” – para os espectadores americanos, tornando a versão estendida tão má e tão – burra- que inclusivamente incluiu um início alternativo todo narrado em slides com ilustrações do pior e do mais amador possível, num estilo que não tem nada em comum com o universo Dune e foram claramente esboços de cor feitos à pressa.
Início esse onde um narrador americano explica em detalhe tudo o que se irá passar na história do filme; quem são os personagens, onde vivem, quem são os bons, quem são os maus, etc, etc, etc. Não só explica, como complica pois muita desta nova backstory mais parece as origens de um qualquer super-heroi da Marvel do que algo pertencente ao universo Dune. Esta nova “origem” em alguns momentos parece até decalcada do conceito da Galactica em relação aos Cylons por exemplo. O que quer dizer que esta parvoíce nem fez parte sequer do romance original, mas por causa desta desgraça muita gente que não leu os livros pensa que isto está nos romances descrito desta forma idiota.

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Como se isto já não fosse mau, os “editores” desta versão televisiva INVENTARAM até cenas para tornar o filme mais fácil de perceber. E quando eu digo – inventaram – é … INVENTARAM MESMO !
Ou seja, na mesa de montagem pegaram em bocadinhos de outras cenas que pertenciam a partes diferentes do filme, colaram-nos uns aos outros e construíram novas cenas que nunca foram filmadas !
Isto apenas porque o canal de TV achava que haviam partes da história que ainda não estavam muito claras pois o livro era muito confuso…
Como não havia material filmado por Lynch disponível onde os personagens – explicassem a história – ao espectador ainda mais em detalhe, essas cenas adicionais foram “cozinhadas” visualmente para que depois o editor ligasse umas cenas originais a outras com um contexto que se tornasse mais – simples – de entender para o espectador típico.
Uma dessas cenas ficou famosa como exemplo do que uma montagem pode fazer para mudar um filme. Trata-se de um segmento em que vemos a Reverenda-Madre a viajar a bordo de uma nave de um sitio para o outro a meio do filme.
Ora isso nunca aconteceu nem no livro nem no argumento original de Lynch e portanto essa “cena” foi construída na mesa de montagem do canal de Televisão usando bocadinhos de uma outra cena espacial , – colada – a uma outra parte em que a Reverenda-Madre está sentada num quarto a meditar.
E sendo assim, PUF ! Por magia, o quarto passou a interior de nave e a meditação da senhora passou a ser uma cena de viagem no espaço do ponto A ao ponto B do universo.
E isto nem é o pior exemplo, mas deixo o resto par vocês explorarem caso tenham “o prazer” de se depararem com essa versão “televisiva” pela frente um dia.

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Resultado aquela que ficou conhecida como a versão extendida de [“DUNE”], para televisão é tão má , mas tão má que o próprio David Lynch EXIGIU que o seu nome fosse retirado dos créditos.
Esta versão para TV com uma qualidade de imagem atroz e remontada num horrível 4:3 em Pan & Scan, é oficialmente conhecida como o [“DUNE”] “realizado” por – “ALAN SMITHEE” – que para quem não sabe é o pseudónimo usado em Hollywood quando há problemas com um filme e um realizador se recusa a ter o seu nome ligado a um resultado cinematográfico de merda, normalmente culpa do produtor, como foi aqui culpa de Dino de Laurentis.
Portanto amigo leitor, para saber se está ou não a ver a cópia certa de [“DUNE”] basta procurar pelo nome do realizador nos créditos.
Se estiver lá – “Directed by Alan Smitee” é a versão errada. Fuja !

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Curiosamente… ou talvez não, sabe-se lá porque carga de água (surpreedentemente… ou talvez não)… esta versão “realizada por Alan Smithee” que passou na televisão americana um par de décadas atrás é a preferida dos norte-americanos !!!
Não acreditam ? Basta lerem alguns comentários na internet.
Até há gente que na Amazon, mete reviews a falar mal dos blurays com a versão original do filme, dizendo que é péssima pois está -cortada- e queriam era mesmo a versão “integral” de trés horas que tinham visto na televisão !!!
Mesmo mutilada em 4:3 Pan & Scan, tem sempre melhores reviews do que a versão original para cinema, isto porque segundo alguns utilizadores, (esta atroz montagem televisiva) é a versão – que se percebe melhor – pois a história está toda bem explicadinha logo desde o início…
Não interessa se até o inicio foi totalmente inventado para essa versão e reduzido ao pior estereotipo debiloide de um mau comics gringo de super-herois. Eles gostam.
O que quer dizer que pelo visto Dino de Laurentis tinha razão quando estava mais interessado em apontar á burrice do espectador médio norte americano do que em fazer uma boa adaptação do livro, para desgraça de Lynch que acabou por ser quem levou com as culpas do filme supostamente não ter resultado… dizem as más linguas…
Trinta anos depois… quando ainda se fala dele…e definiu um género e uma estética…

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Essa versão “televisiva” atroz até há bem pouco tempo era bem fácil de se encontrar em DVD o que causou uma grande confusão, pois houve muita gente que comprou esse dvd horrível pensando estar a comprar a versão de cinema oficial, (até porque em algumas edições a capa era idêntica e o resultado foi um caos publicitário total).
Eu comprei de propósito só para a ver com os meus próprios olhos pois não queria acreditar que fosse tão má como afinal foi.
Ainda hoje muita gente que não viu o filme no cinema e só viu aquela remontarem televisiva em dvd não gostou do que viu , precisamente porque era impossível ter gostado.
E não confundir essa versão televisiva com a mini-série criada no ano 2000 ( ou a sua sequela “Children of Dune”; que adapta o mesmo romance ( e sequelas ) com um argumento que se assemelha bastante aquele que Lynch deveria ter montado mas que Dino de Laurentis não permitiu.

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Dune só deve ser visto ou na sua versão de cinema assinada por David Lynch ou na actual FANEDIT – DUNE REDUX remontada por alguém intitulado “Spicediver”.
Tudo o resto é puro lixo. Mas lixo à volta de versões de Dune é coisa que abunda na internet para ser comprado e pirateado, por isso muito cuidado com o que compram ou sacam dos torrents…
Mas no universo [“DUNE”] nem tudo está perdido.

O que nos leva então ao grande motivo deste post gigante, mas que não podia ter passado sem a introdução interminável efectuada atrás. Sorry about that…

Passemos então á nova versão de [“DUNE”] que a partir de agora será referida como [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] para efeitos de review e distinguir-se da montagem original de 1984 realizada por Lynch.

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DUNE REDUX – THE SPICEDIVER FanEDIT

Se gostaram do original em 1984 e sempre quiseram ver uma versão maior, é esta !

Para começar [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] segue o mais possível à risca o argumento original de Lynch que tinha andado perdido durante décadas pelos arquivos dos estúdios americanos, essencialmente no balde do lixo e foi recentemente recuperado pelos autores desta nova montagem.

Mas isto surgiu como ? Quem são estes tipos ? Como o conseguiram ?…

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Essencialmente [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é resultado do conceito de – “FANEDIT”; uma espécie de clube anónimo mundial de pessoas que trabalham no meio audio-visual e cujo algumas operam inclusivamente a partir do interior dos estúdios tendo acesso a muito material de arquivo relativo a produções famosas e não só.
Tudo isto é feito à margem da lei no que toca a copyright e portanto a identidade destas pessoas é desconhecida.
Neste caso, “Spicediver” julga-se que é apenas uma pessoa mas pode ser pseudónimo de um grupo de criativos em modo stealth ao melhor estilo Anonimous.
Toda a comunidade “Fanedit” é uma comunidade incrivelmente fechada e até há bem poucos anos para conseguir contactá-los tínhamos de passar por um processo de selecção e filtragem que mais parecia um exame para trabalharmos para a CIA.
Quando [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] foi anunciado mas não estava disponível ainda em torrents públicas, até que me tivessem disponibilizado o link privado para download da minha cópia tive de passar por uma série de testes de confiança que duraram quase uma semana em emails e links osbscuros para trás e para a frente e que mais parecia um teste do KGB. Mas compreende-se a segurança necessária. Ainda hoje é particularmente dificil termos acesso aos trabalhos FanEdits pois o grupo não disponibiliza downloads ou indica sequer onde estarão links. Se queremos muito uma versão de qualquer filme remontado por eles ( e recomendam-se ) temos de ter muita paciência e perseverança para embarcarmos em verdadeiras caças ao tesouro.
Isto porque a filosofia – fanedit- é a de puramente servir o cinema e restaurar material inédito à sua velha glória, sem lucrarem ou principalmente dar a lucrar a terceiros com esse trabalho de pesquisa e montagem. Mais sobre este pessoal anónimo no site oficial.

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Portanto os criadores de [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] são profissionais da área com acesso a material que muita gente julgava inclusivamente estar perdido mas que foi recuperado após alguns anos de pesquisa, neste caso por “Spicediver” que poderá ser uma única pessoa ou não.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é na verdade já uma terceira versão do projecto inicial de restaurar DUNE. As versões anteriores também foram lançadas mas eu pessoalmente nunca as vi, pois esta última é a versão realmente considerada por toda a gente que teve acesso a ela.
E sim, tudo o que lerem de positivo sobre este trabalho é verdade.

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[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é DUNE o mais aproximado possível da visão de Lynch. Os seus autores seguiram inclusivamente o guião original e todas as cenas estão nesta versão agora remontadas pela ordem cronológica correcta e originalmente pensada. É certo que nem todas as cenas puderam ser encontradas pois provavelmente Dino de Laurentis nem as deixou filmar, mas muito do que está em [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] segundo Spicediver, foi suficiente para restaurar o filme praticamente na totalidade de acordo com o que foi escrito e planeado por Lynch décadas atrás, seguindo o guião cena a cena o mais fielmente possível.
Como resultado, [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] tal como a versão televisiva atroz, décadas atrás tem também quase mais uma hora de cenas extras incluídas, só que desta vez não foram apenas coladas à parva mas sim com uma lógica legitimada pelo próprio guião.

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Além disso, Spicediver não se limitou apenas a remontar o filme, mas tentou inclusivamente melhorar  em termos técnicos todas as cenas adicionais. Tanto em som como em limpeza de imagem [“DUNE REDUX – The “Spicediver” Edit”] foi alvo de um trabalho apurado o que contribui para que o resultado tenha tido a qualidade que tem.
É certo que se nota alguma discrepância óbvia entre as cenas originais e as cenas novas pois o material perdido estava muito mal tratado, mas de qualquer forma tudo resulta e os fãs de DUNE irão adorar ver esta versão.
Especialmente se forem fãs não apenas do filme de Lynch mas principalmente do romance de Frank Herbert.
DUNE nunca esteve tão de acordo com o livro como está nesta versão.
Não faltam inclusivamente a separação de capítulos que divide o romance em várias partes únicas dentro da história. Também [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] reproduz essa lógica da novela, o que nos faz sentir imediatamente que estamos a ver um DUNE muito fiel às suas origens literárias.

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[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] começa de uma forma diferente da que estamos habituados a ver, pois antes da clássica introdução da princesa Irulan agora a história inicia-se com uma breve sequência mística que certamente teria aborrecido de morte e confundido metade dos espectadores americanos se tivesse sido esta a abertura do filme originalmente nas salas.
Pessoalmente estou tão habituado ao monólogo da princesa no início que estranho imenso esta nova abertura, por outro lado, entra directamente pelo ambiente místico do filme adentro e é perfeita para mostrar logo de início que esta versão de DUNE vai ser realmente algo de especial.
Até porque esta cena nova inicial nem estava completa sequer na péssima remontarem televisiva “de Alan Smithee” anos atrás, talvez para não assustar as plateias.

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Essencialmente [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é um espectáculo.
Não se conhece opinião de David Lynch sobre o assunto porque ele não gosta muito de falar sobre esta sua experiência no cinema blockbuster mainstream, mas não me admirava nada que este tenha ficado bastante satisfeito. Pessoalmente duvido que um verdadeiro director´s cut viesse a ficar melhor do que esta versão e portanto Lynch deve ter gostado também do resultado, ainda para mais um trabalho verdadeiramente -indie-  à revelia dos estúdios.

Até incluíram um par daqueles desenhos atrozes do cut televisivo e conseguiram-nos fazer funcionar dentro do novo contexto. Puro milagre.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é uma daquelas versões cheias de coisas novas. Pensem no directors cut do Lord of the Rings mas ao cubo em termos de novidades e se procuram por cenas extra que nunca viram esta versão é imperdivel, especialmente se a compararem com o que leram no romance original e perceberem como tentou ser fiel ao livro.
As mudanças são muitas e como este texto já vai longo, poderão ficar a conhecê-las aqui no site oficial na lista informativa criada por Spicediver.
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

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Apesar deste trabalho ser extraordinário, há no entanto um par de coisas com que eu não concordo de todo.
Penso que não deveriam ter usado alguns takes alternativos de algumas cenas, pois os takes originais presentes na versão de Lynch na minha opinião eram infinitamente melhores e não entendo o critério de substituição.
Por exemplo no início algumas cenas com o Imperador são do pior e do mais amador em termos de representação de José Ferrer e não se percebe; mais parecem um ensaio inicial do que um take final e alguns diálogos são tão maus que nos retiram imediatamente de dentro do universo do filme.
Também não concordo que tenham mexido no som em algumas sequências.
Por exemplo o – Navegador – agora tem uma voz diferente e um ritmo de diálogo muito esquisito parecendo novamente ser mais um take de ensaio do que outra coisa quando o original tinha bastante carisma. Não entendo de todo porque está assim nesta versão.

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Mas para mim se [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] tem no entanto uma coisa extremamente negativa esta foi a total remoção ou redução dos diálogos internos dos personagens quando no original os ouvíamos a pensar ou meditar e que davam tanta identidade e atmosfera misteriosa ao filme.
Mas que raio têm os americanos contra aquelas cenas mais contemplativas ?!
Essas partes no filme original contribuíam totalmente para o tom intimista e místico que só ficava bem em Dune mas aqui nesta versão praticamente sumiram.
Não entendo de todo e para mim é a única coisa verdadeiramente péssima desta versão que tirando isso é absolutamente notável.
Parece a mesma situação que aconteceu em Blade Runner, quando por qualquer motivo que me ultrapassa Riddley Scott sempre achou que a narrativa em estilo detective noir de Harrison Ford no inicio do filme não se integrava bem. Eu pelo menos continuo a sentir mesmo falta dessa atmosfera no início do filme e o mesmo se aplica aqui a [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] por terem removido aquilo que para mim era das coisas mais atmosféricas em termos de ambiente Dune; os pensamentos dos personagens. Why ?!!

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De resto, tudo fantástico. A inclusão de novas cenas é bastante bem-vinda, especialmente quando o filme entra pelas partes com os Fremen onde há muita coisa nova, entre as quais a famosa cena que se julgava perdida, onde se assiste á origem da água da vida expelida pelos vermes pequenos numa cerimónia religiosa.
As divisões do filme em capítulos são uma adição fantástica que apesar de simples nos remete imediatamente para o universo do livro e algumas mudanças aqui e ali em termos de ordem de cena e extensão ou redução de tantas outras transforma [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] na versão a não perder de todo.

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Há muito mais para contar, mas é melhor ficar por aqui e recomendar a toda a gente que desconhece que esta versão existe, que a vá buscar quanto antes, pois está cada vez mais rara; neste momento só há um par de torrents com poucos seeds que a disponibilizam por isso despachem-se.
Eu estou a partilhar a minha, por isso pelo menos uma partilha vão encontrar ainda.
Existem também na net, legendas para esta versão , tanto em inglês como em Português do Brasil. Eu não consigo agora encontrar o link mas actualizarei este post assim que o localizar.

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Posto isto… o que dizer de DUNE enquanto filme ? Para mim pode ser uma obra-prima falhada, mas continuará a ser absolutamente mágico.
Deve ser um dos filmes que mais revi até hoje e practicamente como em THE NEVERENDING STORY, CASABLANCA, LADYHAWKE, THE BIG BLUE, BLADE RUNNER, entre outros sei practicamente os diálogos de cor.
Visualmente pertence a uma Era pré-digital onde a arte das maquetas brilhava e quanto a mim prefiro mil vezes os SANDWORMS articulados em DUNE que mil maravilhas digitais modernas onde tudo parece um desenho animado.
O mundo de Dune continua sólido e real.
Em Dune mesmo nas cenas mais fracas em termos de efeitos logo esquecemos isso pois a atmosfera do universo é tão absorvente que os vermes de areia continuam absolutamente fascinantes. E quem se recorda de os ter visto num clássico ecran gigante de cinema  nunca mais irá esquecer do efeito que era ver um monstro destes sair debaixo de uma duna de areia numa daquelas paredes que fazem as ridiculas salinhas de video dos cinemas de centro comercial actuais parecerem miseráveis em comparação.

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O digital pode ser muito giro mas ainda não chegou a atingir este nível orgânico que um bom efeito práctico consegue atingir. Mesmo velhinho.
E talvez o maior problema de Dune actualmente seja até o de que genericamente já não existem salas de cinema suficientemente épicas para complementar a atmosfera mágica que um filme tão old-school como este ainda consegue recriar.

Já agora, provavelmente não sabem, mas segundo uma das entrevistas com Frank Herbert num dos extras de uma edição Dvd região 1 lançada anos atrás, DUNE o livro, não se deveria ter chamado DUNE mas sim “MARS“.

Frank Herbert por questões de copyright na altura foi aconselhado pela editora a mudar o nome e o romance passou a chamar-se Dune, tendo também todas as referências relativas ao planeta MARTE sido removidas do texto no romance por sugestão do editor, o que foi benéfico para o trabalho, pois segundo o autor, tornou o mundo de Dune ainda mais enigmático e potencialmente místico do que este tinha tido a intenção de ser.
Também concordo e achei fascinante este detalhe que não conhecia de todo mas que por acaso até vai ao encontro de outro dos meus outros tópicos favoritos, precisamente tudo  o que envolve o passado misterioso do planeta Marte.

O tema não foi aprofundado na mesa redonda gravada em video com muito mau som e imagem que estava no dvd, por isso nunca se soube bem se isto seria um Marte num passado muito remoto ou num futuro muito distante.
Apesar das datas apresentadas no livro e no filme, a coisa para quem conhece este pormenor fascinante fica por discutir.
Para mim gosto de pensar que DUNE será MARTE num passado muito, muito remoto, biliões de anos atrás quando o universo ainda era jovem e a magia fazia parte da natureza, um pouco como foi representado também noutro titulo de FC que recomendei mais atrás, Garm Wars. Curiosamente outro filme claramente inspirado na estética de Dune primeiramente apresentada por David Lynch neste trabalho supostamente falhado que hoje é ainda admirado por tanta gente e marcou uma era no que toca ao próprio design de mundos alienígenas para cinema.

Posto isto…

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CLASSIFICAÇÃO

Depois de um texto assim o que dizer mais ?…
Se são fãs de DUNE nem deviam estar a ler isto ainda.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é a versão a ver quanto antes.
E se leram o livro ainda irão gostar mais do que se só conhecem o filme.

Cinco Planetas Saturno e um Gold Award pois está claro.
The spice must flow !

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A favor:
não é um make-over ligeiro mas uma remodelação de fundo, segue o guião original que Dino de Laurentis impediu David Lynch de montar, muitas cenas novas, muitas das cenas novas resultam plenamente, a nova estrutura da história segue o livro de forma mais coerente, a divisão do filme em três capítulos com citações do livro é super atmosférica, tudo o que gostavam no Dune original ficou ainda melhor de uma forma geral, a nova intro estranha-se mas depois entranha-se, qualquer cena extra com Patrick Stewart é sempre bem-vinda. É o melhor fan-edit de sempre sem margem para dúvida.
O filme trouxe-nos um verdadeiro novo universo nunca visto na altura, o seu design tornou-se tão marcante como o de Blade Runner, muitos dos efeitos especiais de maquetas ainda continuam sólidos e absolutamente mágicos, os sandworms são fantásticos e a perfeita representação do que está no livro, é uma boa adaptação de um livro complicado de ser adaptado, continua a ser um título hipnótico e fascinante, como space-opera continua o template onde muitas imitações já foram beber, é o perfeito elo de ligação entre um universo de ficção-científica a roçar a Fantasia Épica.

Contra: algumas cenas extra não resultam porque são incrivelmente mal representadas ou a qualidade de imagem não deu para ser totalmente recuperada, substituíram a voz do Navegador de especiarias na cena com o Imperador e está bem pior com um tom esquisito sem chama, removeram todos os diálogos internos com pensamentos dos personagens que tornavam a versão original tão especial e atmosférica !!!!
Se gostavam de ter isto em DVD , ou BLURAY legítimos com um tratamento legal e oficial realmente merecido, esqueçam.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
https://www.youtube.com/watch?v=MK5eoV93oyg

dune-redux-53

LISTA DE NOVIDADES e ALTERAÇÕES (Tab CHANGES)
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

REVIEWS DO PÚBLICO (Tab REVIEWS)
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

FANEDIT.ORG
https://www.fanedit.org/

DOWNLOAD TORRENT ( funcional a 22-10-2016 )
https://1337x.unblockall.xyz/torrent/1124251/Dune-1984-Alternative-Edition-Redux-fanedit-AVI-XVID/

REVIEW ALTERNATIVA
http://www.samhawken.com/?p=11358

IMDB para o DUNE original de 1984 – Theatrical Cut de 137 minutos.
http://www.imdb.com/title/tt0087182

Comprar DUNE (Theatrical Cut original) em BLURAY edição USA – Região 0
desbloqueado.

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https://www.amazon.co.uk/gp/product/B00371QQ0M/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B00371QQ0M&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

ou numa outra edição em Bluray desta vez a edição Inglesa , Região B (2) – Europa

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Comprar Dune (Theatrical Cut original) em DVD edição Inglesa, Região 2 – Europa

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

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“The Big Blue / Le Grand Bleu” by Luc Besson

You may ask yourselves, what the heck is this guy now doing speaking about movies on a blog that was suposed to be just a plain illustration blog.
Well, that´s the point. An illustration blog in my view has a lot to gain not just by presenting an artist´s work as a continuous portfolio, but also in giving a glimpse of how the person behind the drawings thinks and feels. Particulary speaking about inspiration sources that can also be useful for the reader.
And nothing gets me more inspired when it comes to movie references than [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] by Luc Besson.
A lot of my illustrations have a little bit of ocean somewhere (or water) because of this movie.
So let me introduce it to you.

If you never eard about [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] , but you love the sea, you´re totally fascinated by the ocean and believe that dolphins really are another inteligent race co-existing with humans under the same sky, stop reading this text now and go buy the movie.
And if you´re a diver don´t even blink before you do it.
No, really, don´t waste any time because if you have any connection whatsoever with the sea and never even knew that a movie like this existed, you´ll already want to own a copy ot it. Yes you do. You just don´t know it yet.

And yes you can get [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] from tons of torrents out there. And it´s ok if you do, but trust me, this is a movie that deserves to be seen in magnificent digital original  and not as a bootleg dvd rip out there because its magic depends totally between the combination of image and sound so do yourself a favor and buy the thing now, because you will sooner or later anyway.

[“The Big Blue – Le Grand Bleu“] is a unique story and movie. Not only within the filmography of Luc Besson, but in Cinema generally speaking and it´s the film that is even sometimes loved by people that usually dislike Besson´s work a lot.
Simply because there´s nothing like this movie out there.
A note of caution though; if you´re expecting something like a sci-fi thriller that´s hinted on trailer for the american release, forget it and go see Transformers instead. It has some good sci-fi medical based themes in it but it´s not what you expect it to be if you believe what the trailer tells you.
The trailer for the american/international release of [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] must be one of the most horrendous trailers ever created to sell a movie to the american (and americanized) audiences. If not, the most misleading trailer ever done too.

By looking at the available american trailer, you might think Luc Besson´s movie about the ocean, is something like a strange high-tech thriller. Something like “Leon” with dolphins, a touch of James Cameron stuff throwned in and a lot of James Bond locations, perhaps.
Sorry people, it´s not.
The locations rival anything that ever appeared in a 007 movie allright, but techno-thriller [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] ain´t.
Oh, and there´s no mystery at all to be solved contrary to what that boomed voice anounces in the trailer.
The only mystery in this movie is , who came up with such a ridiculous and misleading trailler ?!!
People who´ve paid tickets thinking this was some kind of action adventure high-tech thriller should have sued the american studio which distributed such a poetic film pretending that [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] was something that it never was, or could ever be for that matter.

But what´s  The Big Blue about ?
This is the worst thing anyone can ask about this movie and I would have hated to be the guy who had to publicize this in USA for the popcorn market.
If you´re not affraid of watching a story that has its own pace, don´t worry, [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] it´s not one of those mega boring Art-House so called masterpieces of Art that scare so many people out.
Although  the modern popcorn crowd  won´t like i´m sure. Simply because this is not one of those movies with 200 frames per second, mega-fast paced editing in MTV style and an action special effects scene between X amount of screen time.
Luc Besson created [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] as a contemplative poem and a love story about the ocean. There´s no giant robots in sight that change into cool cars, teenagers that wear the latest fashion clothes and nobody lunches at McDonalds in [“The Big Blue – Le Grand Bleu“].

What more can i say about it?… That it´s the story of two friends who compete to find out who´s best ?…It´s more than that ! That it´s a love story ? It goes much beyond a typical love story ! That it´s an adventure ? You bet it is ! But it has no action, no chases,no dangerous cliffangers, no guns and no explosions. It doesn´t even has bad guys ! Or good guys in fact. It´s a travel film or a road movie then… Probably. The locations in this movie are breath-taking and they´re all real.

[“The Big Blue – Le Grand Bleu“] is not an action movie, it´s not a thriller and there are no aliens hiding under the ocean, (come to think…maybe there are…). Anyway it´s not an action packed underwater adventure car chases,  guns, action scenes, nothing. And it´s definetely not a romantic comedy for teens, although it must be the greatest date movie ever created. Why ? Well if your girlfriend loves dolphins…this is the one to see. Trust me.
What ?! You don´t like dolphins ?!! You will.

So, there´s a woman and two men in it. There´s got to be a love triangle there to cause all those love story rivalry subplots, right ? Well, there´s a love triangle, but there aren´t subplots attached to it.
In fact the love triangle has more than three people.
All characters are a part of it really. Including dolphins and even the ocean !

Aha ! So this is some sort of a kinky erotic and exotic movie thing ? Wrong ! There´s sex in it, but not in that way at all.
It´s a comedy then… You´ll laugh, but you´ll cry too.
It´s a drama … Not in the conventional cliché way. Not at all.
A dramatic comedy… Nope !

It´s a sci-fi film !… Actually you might not even notice that bit of the plot, but now that i´ve seen The Big Blue more times than i can make you believe I did, i really can see this story as a sci-fi tale too. Not only the dolphins are presented in a subliminar way like just another race of beings (that also double for mermaids in the general mythology within the story), but also everything around what makes the character of Jaqques Mayol be like a human dolphin could have been writen in a good hardcore sci-fi novel. So i guess [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] can have its place among the best science fiction movies ever without being one openly, because contrary to what the american trailer wants you to believe, it never tries to be one.
But it´s more sci-fi than 99% of the special effects stravaganzas that come out of Hollywood nowadays, this you can bet. It´s sci-fi in a subtil way, more like a 2001 Space Odissey in the ocean than Transformers if you get my idea…

So what is this movie really about ?!!
It´s about what you want it to be.
About what you´re feeling.
It´s that open. You just have to feel it.
As Luc Besson said in an interview, at some point in the making of the movie he was stuck, because he didn´t knew how to carry the audience inside his world of water and solitude.

Then the real Jaqques Mayol, who worked in the film as a diving and story consultant took Besson diving with him one day and made him experience the sea in his way.
This way Besson understood that he didn´t had to explain anything to the audience.
He just had to make people feel what it was like !
And boy, did he make it !

The atmosphere in this movie goes beyond words. It has to be felt ! And you will.
Also the soundtrack is out of this world and trully magical as it fits the scenes like a soundtrack rarely does nowadays and it in itself an isolated character in the plot controling the tone of the viewers emotions from afar.

To me this film is about love, but in a much deeper meaning than the usual.
Beyond race, beyond gender, beyond sex, beyond nationality.
Love as an emotion and friendship as some kind of different love too.
And about freedom !
Specialy about freedom.

So get a wide screen TV and a full blast surround.
[“The Big Blue – Le Grand Bleu“] is the reason to buy one if you don´t have it, believe me ! And watch it in the dark.
And by the way…do yourself a favor and watch only the so called “Directors Cut” with more than 160 minutes, not the short 130 minutes one. Please.
That long cut is in fact the real movie before the American distributors had butchered it and reedited it to create the theatrical “international” version that most people knew until Luc Besson released the complete version which is now available everywhere.
Watching the two versions it´s like watching two different movies altogheter and the longer original cut really makes a difference in everything.

The american short version in the States even had all the incredible original soundtrack created by Eric Serra erased and replaced with an american one because the american distributors at the time felt they needed the movie to sound more like a Pop videoclip to compensate for the slow pace of the story (they even tried to eliminate).
This short version in America even had to have a different ending, because the studios wanted a clear and definitive happy ending without any ambiguity so one was even created or the movie wouldn´t be released in america and to the world. It´s even hard to believe !

Anyway, everything is great nowadays, the movie is back in it´s full lenght and it´s also available now in Blu-Ray, wich includes a 90+ minutes making of documentary wich no [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] fan will want to miss. Altough i cannot comment on it yet because i have yet to see it too.
Just make sure you get the English Blu-Ray recently released (or the old dvd for the long version) and don´t go buy the movie in France .
Although [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] is a French movie, its original soundtrack is in English, but the french edition of the Blu-Ray only has the french dubbed version and not the original english dialogues. So beware, make sure you buy the UK release and not the french one.

This is the movie of my life and so i had to tell everyone here about it, because it´s definetly a major, major influence in all my art (even when it doesn´t seems like) and i consider it a good example of how something like a movie can affect the life of a person.
I never before saw a film that i could identify myself so much with. I´m lucky enough to live in a place near the sea very similar and as beautiful as those in the movie and the opening scenes always remind me of my teenage years and the waters i explored like young Jaqques Mayol does in the beginning of the movie. And there still things in there that i still do. So i immediatley related to the character and its love for the ocean.

I guess that´s the beauty of this movie. It makes us feel that we could be any of its characters, because they´re so real. We almost can´t believe that they don´t exist outside of the movie.
And by the way, full marks to all the actors.
Years ago when i learned that the guy who played the unforgetable Italian character Enzo, was in fact Jean Reno a French actor that never even dived before acepting this role, i had to pick up pieces of my chin from the floor and to me Enzo, remains the best work Jean Reno ever did. Altough he´s more popular due to the other Luc Besson´s movie -Leon- because it was the action movie that presented Jean Reno to Hollywood, to me the unforgetable Enzo will always be his top movie acting performance. You´ll never find a more Italian character in movies than Enzo, played by this brilliant french actor wich steals the show in almost all scenes is in.

And let´s not forget about Rosana Arquette e Jean Marc Barr as Joanna and Jaqques wich are absolutely brilliant also and bring us totally believable persons on the screen to a point we totally forget we´re watching actors in a movie.
The character of Jaqques Mayol is the soul of the movie and Joanna is one of the best romantic female characters of the 80´s due to a simplicity you will love and be totally mesmerized by.

In fact [“The Big Blue – Le Grand Bleu“] is one of those movies totally rich in characters that you´ll never forgget with great performances from the cast. Sergio Castellito as Roberto, Enzo´s brother is the perfect choice and another proof that Luc Besson can write good parts even for the secondary characters, wich of course brings me to, Mama ! Or i´d better not…

You´ll find out by yourself.
Another detail worth mention is the children casting which is incredible.
The kids look exactly like their adult versions of the characters and they really can act.
Simply one of the best child castings to fit older characters i´ve seen up to this day.

It´s an amazing ,beautifuly well written ,acted, photographed and directed movie ! It carries us into an extraordinary world, and it´s our world !! (mine at least to some point) Not some Hollywood depiction of reality.
And besides, it has the most amazing scenes with dolphins you´ll ever see in a movie !
All among incredible scenery and almost enchanted seascapes that you´ll never forget.

[“The Big Blue – Le Grand Bleu“] it´s my top inspiring movie when it comes to create illustration and i can bet that if you´re a bit like me, soon, it will be yours too. 😉
Oh, and you´ll be quoting its lines for years to come too, as it´s one of those screenplays filled with memorable dialogues…Roberto mio parmo … 😉
Go get it.
It´s brilliant, a masterpiece of atmosphere and visual poetry and a totally unique story and movie with unforgetable characters.

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ADITIONAL NOTES

Bellow is a bit of the begining of the movie for you to check out if this is your type of atmosphere or not. The begins in black in white then opens into full color about 10 minutes into the picture.

There´s a great alternative new trailer created for the release of the full version of the movie, that you need to check it out because it has almost a magic feel to it and conveys beautifuly the atmosphere of the story.
Click here to see this new good trailer.

You can get it from here, but if you feel this is your type of movie, go buy it right away because it´s one that deserves to be experienced in the best technical conditions you can get and not just through a crappy dvd rip copy.

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“In a hole in the ground there lived a hobbit.” – THE HOBBIT – BBC Radio adaptation – Audio book

As an illustrator, one of the questions i get asked the most since i professionaly started on this path back in 1992, is:
– “Where do you come up with this crazy stuff ?!!!”
This was the top question thrown at me back in the days before Fantasy was fashionable and before it became so popular within the general mainstream audience; thanks to the new hit movies we all know and love.
Before Peter Jackson´s – The Lord of the Rings – presented the genre to the casual movie goer, it´s hard to believe but not many people read Fantasy books (not like today anyway), and so only the real genre fans knew about “A Wizard of Earthsea” by Ursula Le Guin, “Chronicles of Narnia” by C.S.Lewis and of course, “The Hobbit” and “The Lord of the Rings” by Tolkien, that inspired so many artists like me myself to create our own worlds of fantasy.

But back then Fantasy was treated almost like the poor retarded cousin of science-fiction (or worse; some fairytale crap for little children) and so illustrators like me that created images within those imaginary universes always got that odd look from observers and the usual question was always inevitable:
“Where do you come up with this crazy stuff ?!!!”
Followed by the inevitable: – “Isn´t that for little kids ? Do you still like fairytales ?!“(chukles).

Well, speaking for myself, i always got inspiration from the sea and the seascapes from around where i live, from fantasy books, earlier fantasy movies (The Neverending Story, Lady Hawke, Legend) and more recently in the last 10 years from audiobooks.
So now, i decided to share here on this blog, some of the best ones i know and that i´ve listened to over the years and that still inspire me today to create my art.
I always wanted to diversify this webspace talking about some of my best inspiration sources and so let´s start with one of the very best.
Let´s talk about  THE HOBBIT.
Not the upcoming Peter Jackson movie, but about the almost forgotten and fantastic BBC Radio Adaptation produced back in the 60´s more than fourty years ago.

Nowadays almost everyone who has seen the Lord of the Rings movies knows about the early novel that later developed into that now famous trilogy. Many people have read the book, but maybe not so many people know that this early novel was also adapted by BBC Radio back in the 1960s.
To me, altough the BBC 1981 Radio adaptation of Lord of the Rings overall is the best audiobook ever made, nothing beats the first minutes of narration in this earlier radio adaptation for pure Tolkien atmosphere and i´ll be very surprised if the opening of the upcoming Peter Jackson movie adaptation can match the one in this audiobook.

“In a hole in the ground there lived a hobbit. Not a nasty, dirty, wet hole, filled with the ends of worms and an oozy smell, nor yet a dry, bare, sandy hole with nothing in it to sit down on or to eat: it was a hobbit-hole, and that means comfort.”

This is how the story starts off .  If you´re a fan of the book and never listened to this 1968 BBC Radio adaptation you´re in for a treat.
There´s no way i can describe in words what two actors can do with only their acting skills backed up by the perfect music soundtrack to fit the original text.

Essentialy, instead of just having this initial and totaly iconic bit of narration read by a single person, this was transformed into a dialogue between Gandalf and Bilbo Baggins as they both start to tell this magic tale and in the process interrupt each other with snippets taken from the original text in a way that i wasn´t expecting at all but wich is simply a brilliant piece of audio narration that not only remains true to the original writen material but enhaces the whole initial setting of this amazing prelude to The Lord of the Rings.

After listening to the begining of this audiobook you´ll never be able to read the actual writen book without thinking of this narration and play it inside your mind as you read along. I guarantee you.
It´s that good.
Yet again, if you never listened to this and you´re a fan of the book, you really, really must get this one too along with the LOTR Brian Sibley adaptation. Yes you do. You don´t know it yet, but you really, really want to.;)
After reviewing in this website the BBC Radio adaptation of The Lord of the Rings, i simply had to do The Hobbit next as it was the most logical recomendation to present to those who are looking for audio books on mp3 or cd and even good audio books for children. After all this book was writen as a novel for kids to begin with.

The Hobbit radio play is as good as the Lord of the Rings BBC Radio adaptation…although diferent.
This 1968 BBC Radio earlier atempt to adapt a Tolkien novel, has a totaly diferent feel to the later 1981 LOTR adaptation.
Actualy if feels much simple. The cast is smaller, the soundtrack is much more like Celtic music without that big movie orchestration from the Sibley LOTR adaptation but this whole setting is just perfect to adapt the much less complicated novel that lead to The Lord of the Rings as The Hobbit is also a much simple book than what later followed.
It might sound less sofisticated, (the sound quality is also much inferior than what you can listen to for the LOTR later adaptation), but the 1968 BBC Radio adaptation for The Hobbit is in my view another masterpiece of audio dramatization and so i guess i must consider it as the second best audio book i ever listened.
And probably you will too. 🙂

This radio play is a good and captivating adaptation that follows the book very well, with a couple of exceptions that in my view are not even worth mentioning as they don´t ruin the original work at all and the acting is absolutely fantastic. Gandalf sounds diferent than what was later done for the LOTR adaptation but nevertheless it´s the perfect interpretation for this character as it appears in The Hobbit.
And Bilbo Baggins audio depiction is not only perfect and brilliant but absolutely captivating as you can really believe that if it had existed somewhere it would surely sound like that.
The whole dramatization has a very British feel to it and that couldn´t complement the book better as the rural atmosphere from this work totaly carries you into an earlier Middle-Earth to simplier times long before the events of The Lord of the Rings.

Technicaly, nowadays this BBC Radio adaptation might sound a bit disapointing to those who will go into it expecting modern  state of the art sound effects and atmosphere, but remember this was done more than 40 years ago and at the time it must have been a radio event i´m sure.
Nevertheless, do not worry, as there is nothing here that will prevent you from enjoying this amazing prelude to The Lord of the Rings as much you probably liked the 1981 adaptation.


It´s a must buy if you love Fantasy, so don´t try to resist.
Even if you download it in mp3, i believe you´ll want to own the original edition after you listen to it. One of many available with different covers.

And by the way…speaking of mp3…The weird music in this radio play adaptation of The Hobbit fits the tale perfectly altough it doesn´t carry the same modern cinematic punch that was present in LOTR BBC soundtrack made more than ten years later but has tons of atmosphere nevertheless and fits perfectly with this magic tale.
The actors shine through, the characters are alive and if you´re a Tolkien fan you can´t miss this audio book, particulary if you never listened to it before.
It sure deserves a place in any good audio book club.
You can download it on the net for free, (but not in free audio books legal websites) but don´t waste your time, just buy the thing because if you love the book after listening to this version you´l want to own the audio book.
Besides it looks cool on the bookshelves next to the actual writen book as it´s got a nice package. Go buy, listen to it and enjoy pure Tolkien magic.
Then get The Lord of the Rings BBC Radio adaptation too. Because after this one, you know you have to anyway. 😉

But wait…What´s a Hobbit ?!
To those out there who never eard of The Hobbit as a book, well…have you seen The Lord of the Rings movies ? Want to know in detail how Bilbo Baggins found the One Ring and met Gollum ? It´s all in this book.
And in the audio book as this is another of the best books on tape you can get and it´s been re-released in 5 cds along with some goodies such as a Tolkien interview and aditional music.
If you´re searching to buy good online audio books and you love fantasy, you cannot go wrong buying this one, either in the UK edition or American ones as there are now a couple of diferent editions with a variety of covers available on CD.

Just make sure you´re getting the BBC Radio dramatization and not the book read by a narrator to get this version. Either for The Hobbit or for The Lord of the Rings. Above are some of the Uk and American releases.

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ADITIONAL NOTES:

Somebody, posted the entire radio play on Youtube, so what are you waiting ?!!
The sound is not as good as in the CDs (or very good at all) but you won´t care after five minutes of listening to this brilliant radio adaptation. Trust me, you´ll love it !

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Here´s the complete links for all youtube episodes:
THE HOBBIT
or There and back again, by Bilbo Baggins aka as Tolkien.

Episode One part 1
Episode One part 2
Episode One part 3

Episode Two part 1
Episode Two part 2
Episode Two part 3

Episode Three part 1
Episode Three part 2
Episode Three part 3

Episode Four part 1
Episode Four part 2
Episode Four part 3

Episode Five part 1
Episode Five part 2
Episode Five part 3

Episode Six part 1
Episode Six part 2
Episode Six part 3

Episode Seven part 1
Episode Seven part 2
Episode Seven part 3

Episode Eight part 1
Episode Eight part 2
Episode Eight part 3

THE END

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In case you want to listen to the full play in MP3 before you decide to buy it on CD, you can download the full episodes in mp3 here.

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