DUNE REDUX – A versão perdida do clássico filme de David Lynch.

Já postei isto no meu outro blog, especialmente dedicado ao cinema de culto mas achei que seria importante divulgar por aqui também pois os meus leitores são variados e entre eles podem estar muitos fãs [“DUNE”] que desconhecem que existe uma versão alternativa e irão gostar do que vem a seguir. Lamento o tamanho do post, mas a raridade do filme assim o justifica e como tal este é o local certo para dar a conhecer este título que aposto ainda hoje muita gente desconhece, seja na versão original, seja nesta “nova” versão que nenhum fã de Dune pode deixar de ver.

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Por isso este post especial e especialmente longo é sobre dois DUNES num só; ao mesmo tempo que irei falar da versão de 1984 muito do que tenho para dizer inicialmente irá depois remeter para aquilo que nos traz aqui; a divulgação de uma versão alternativa de [“DUNE”] que, por questões legais não pode ter divulgação nos media e nunca será editada em DVD ou Bluray. Pelo menos não tão cedo. E devia, pois é quase, quase perfeita.
Portanto, ficam desde já avisados que este post vai ser grande e terão muito para ler.
Se são fãs de [“DUNE”] realizado por Lynch e nunca ouviram falar de [“DUNE REDUX”] então acho que vão adorar.

Se nunca gostaram do filme , não é com esta versão que irão mudar de ideias e podem passar a outro post; mas se gostaram do original vão adorar o que proponho a seguir.
A versão de [“DUNE”] realizada por David Lynch em 1984 para o cinema foi para mim juntamente com THE NEVERENDING STORY ( e LADYHAWKE ), um filme determinante no desenvolvimento da minha imaginação e a minha grande referência em termos de ambientes de fantasia ou mundos fora deste mundo.
Mais do que Star Wars em 1977.
Pessoalmente o mundo de DUNE marcou-me muito mais
Por volta de 1984, aos 14 anos queria ler muito os romances originais, pois sabia que existiam mas não estavam editados em Português e encontrarmos uma edição inglesa do que quer que fosse nessa época, era um daqueles acontecimentos raros. Lembrem-se que estamos a falar de uma Era onde não existia Internet. Yes kids, that existed ! Na pré-história.
Vi portanto o filme em 1984 pela primeira vez no cinema numa altura em que as pessoas ainda podiam ir às salas sem conhecerem o filme de ponta a ponta de antemão e portanto também eu entrei sem conhecer nada sobre  a história para lá de alguns de desenhos de capas que tinha visto.
Para mim foi um verdadeiro universo novo que se abriu naquele momento. Star Wars tinha sido fantástico, mas o mundo que DUNE mostrava era realmente do outro mundo. A começar pelas naves que pareciam feitas de qualquer material alienígena semelhante a osso e não precisavam de propulsores para voar ! Nem se pareciam com aviões !
Adorei a estética totalmente alienígena dos ambientes e todo o visual do filme foi uma referência marcante na minha imaginação desde então.
Não deve haver ilustração minha de FC que não tenho um bocadinho de Dune algures.

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Aliás, eu devo ter sido o único puto que apesar de ter adorado o Guerra das Estrelas quando o vi no final dos anos 70 ( e muitas vezes depois ainda no cinema da minha terra (em mono ainda)), não ficou particularmente marcado por esse universo na forma como foi determinante na minha imaginação e me levou muitos anos depois até ao trabalho de ilustração em que estou metido hoje em dia.
Star Wars marcou, foi giro, mas Dune foi tudo o que queria ver num universo cinematográfico de FC. Para começar, podia ser um filme, mas parecia -um romance- em imagens pois desde logo que senti que esta história só poderia ter vindo de um livro, iguais áqueles que eu comprava na coleção de FC da Europa-América na altura.
[“DUNE”] ( e The Neverending Story ) foram uma revelação sensorial.
A partir do momento em que vi estes dois filmes eu tive a certeza de que o que eu  queria fazer era criar mundos imaginários, fosse lá de que forma fosse, pois havia universos por descobrir que só eu tinha visualizado na minha imaginão.

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[“DUNE”] ficou-me também na memória, como sendo um daqueles filmes que vi encher por várias vezes a sala de cinema da minha cidade. Não só durante a estreia mas também depois nas outras vezes seguintes em que o filme regressou ao Cine-Teatro de Portimão; isto numa época em que não estreavam blockbusters de Hollywood todas as semanas e os que apareciam uma ou duas vezes por ano, raramente chegavam aos cinemas de província que funcionavam essencialmente a vapor com filmes do Bud Spencer todas as semanas e pouco mais.
[“DUNE”] das cinco vezes que me lembro de ter voltado ao cinema da minha cidade entre 1984 e 87 encheu sempre a sala e juntamente com Back to the Future foram os únicos dois filmes em que vi isso acontecer sucessivamente; anos depois da primeira estreia.
Se [“DUNE”] passava por Portimão entre 84 e 87 era sala cheia certa e nunca mais me esqueci disso.
Portanto, o filme de Lynch pode ter sido considerado um flop nos cinemas americanos, mas… em Portimão foi sempre um sucesso; ( parece que os americanos não percebiam bem o filme e assim e tal…mas malta aqui nunca pareceu ter problemas em apreciar a história. Mesmo com tanto ambiente e personagens bizzarros.)

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Quando surgiu depois em VHS nos clubes de video em aluguer anos mais tarde, lembro-me que também era um daqueles títulos que estava sempre fora e inclusivamente teve honras de destaque quando depois um dia no final dos anos 80 passou na sessão de cinema das quartas-feiras à noite.  Na RTP1 que nessa altura mostrava essencialmente filmes do Fred Astaire ou titulos de gansters dos anos 40 com o James Cagney mas tinha sempre reservadas as quartas-feiras a seguir ao telejornal para o cinema. Nesse dia passou uma cópia em 4:3 pan & scan que gravei e que revi duas vezes nessa mesma noite madrugada fora até ser dia.
Mas pelo visto não era só eu que gostava tanto deste filme já nessa época. Sempre ouvi muita gente falar dele com muito entusiasmo.
Parece que [“DUNE”] juntamente com Blade Runner, por qualquer motivo é ainda hoje um dos filmes da vida de muita gente, até para quem afirma não gostar nem nunca ter gostado de ficção-científica; mas para esses dois, dizem abrir uma excepção.
Já perdi a conta ás pessoas que me dizem: – “ai eu não gosto nada de ficção científica mas o Dune e o Blade Runner … “.
Acontece muito junto de mulheres  sem eu nunca ter percebido muito bem a lógica disto. Se calhar tem a ver com a explicação para [“DUNE”] ter tido sempre casa cheia por cá quando ainda passava ciclicamente no cinema, a long time ago… numa Era que já não existe. Tinha público de todas as idades, géneros e preferências cinéfilas.
Isto numa Era em que uma pessoa podia ir ao cinema e conseguir ver o filme e tudo !
Uma Era onde estavam proibidas todas as comidas e bebidas nas salas, as pipocas só no intervalo e quem se armasse em parvo perturbando as pessoas durante a projecção era pura e simplesmente expulso da sala pelo lanterninha sem medos do politicamente incorrecto ou receio de perder clientes para o estabelecimento. Espirravam demasiado, RUA ! Bons tempos.
Uma Era onde também os trailers do filme não explicavam o filme todo; e talvez tenha sido esse o problema para que [“DUNE”] não tivesse singrado com sucesso nos cinemas americanos na altura. Eles tinham mesmo de pensar durante o filme.

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Após um rodagem muito atribulada onde David Lynch teve imensos problemas com o produtor Italiano, Dino de Laurentis , [“DUNE”] estreou nas salas numa versão que foi sempre desprezada pelo pelo próprio realizador, pois a verdade é que o [“DUNE”] que todos vimos no cinema, que depos saiu em VHS e passou também na televisão Portuguesa afinal não coincidia com o argumento que Lynch tinha escrito e que julgava poder vir a filmar sem interferências.
O problema é que Dino de Laurentis licenciou a obra de Frank Herbert, o romance DUNE original pensando que tinha ali qualquer coisa que podia transformar fácilmente numa imitação Italiana de – RETURN OF JEDI – que estava na berra na altura com o terceiro filme Star Wars a rebentar nas salas. Ora naves espaciais, coisas no espaço, monstros feios, cobras gigantes, planetas desertos… isto parece-se mesmo com o Star Wars pensou o Dino de Laurentis e vai daí toca a investir não só num orçamento confortável ( foi o filme mais caro desse tempo ); como também contratou o realizador-revelação da altura para dirigir o épico espacial, convencido que os elogios na imprensa a David Lynch por causa do filme Eraserhead e O Homem Elefante seriam logo garantia de óptimas reviews para [“DUNE”] e por acréscimo fizesse tanto guito nas bilheteiras como a saga de George Lucas estava a fazer. E este metia o Sting e tudo!

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Quando o produtor Italiano percebeu que afinal David Lynch não estava a usar o romance de Frank Herbert apenas como inspiração para depois realizar o clone de – O REGRESSO DE JEDI – que lhe tinha sido encomendado a coisa complicou-se entre os dois.
Lynch tinha antes escrito um argumento que não só adaptava  bem o livro original mantendo inclusive muitas características literárias nos próprios diálogos no texto, como ainda por cima o situou visualmente num universo único que tinha muito pouco em comum com os cenários que o Dino tinha visto no Star Wars, o que não agradou nada ao produtor Italiano e a bronca rapidamente chegou ás publicações sobre cinema na altura. Dune foi mais outro daqueles projectos que ainda não tinha saído e a imprensa já apelidava de – fiasco absoluto -, o que é um conceito que me ultrapassa de todo ( e que voltou a acontecer recentemente com o fabuloso John Carter of Mars ).
Tudo culminou no facto do próprio David Lynch ter sido proibido de se aproximar da sala de montagem e impedido de ter qualquer voto na matéria em termos da forma que a versão para cinema iria ser cortada, recortada e montada; pois o objectivo do produtor era “salvar” o que tinha sido filmado e tentar cortar o filme de forma a se aproximar o mais possível da imitação-spaghetti-StarWars de alto orçamento que Dino de Laurentis queria que [“DUNE”] fosse a todo o custo.
Reza a lenda,  que foi o próprio Dino de Laurentis a dirigir a montagem do filme de Lynch e daí as falhas narrativas evidentes que por vezes se notam na versão de cinema, acabando por prejudicar a estrutura da história filmda , coisa que incomodou ainda mais o público americano que aparentemente na altura não percebeu nada do que viu.

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Apesar de no entanto, o próprio escritor Frank Herbert ter ficado bastante satisfeito com a visão de Lynch, Dino de Laurentis não queria saber.
O que os Italianos queriam era um clone de – O Regresso de Jedi –  mas ficaram com algo totalmente original entre mãos; tão original que não souberam como vender nem do lado Italiano, nem do lado Americano.
Mas, (tal como está evidenciado nas entrevistas dos extras de uma das edições dvd região 1 para Dune), Frank Herbert sempre apoiou o trabalho de Lynch e a sua visão da obra, chegando a dizer nas entrevistas que o filme era não só o verdadeiro DUNE como ainda por cima tinha sido melhorado com um universo visual perfeito que ele próprio não tinha imaginado ao escrever o livro.
Para quem leu o livro ( e sequelas ), tornou-se impossível voltar a reler a obra depois de [“DUNE”] criado por David Lynch ter surgido, sem reproduzirmos na nossa mente os ambientes gótico-steampunk que podemos contemplar no filme de 1984; ( o romance conta com muito poucas descrições de ambiente, o que sempre deu imenso espaço para o leitor imaginar o seu próprio visual e liberdade total a Lynch para colocar a sua marca visual que em última análise foi tão importante para o design de mundos imaginários como Blade Runner o foi para paisagens de cidades futuristas e ambientes noir de FC).
Essencialmente [“DUNE”] em 1984 veio criar uma divisão que nunca mais foi esquecida.
Há o antes e o depois do filme ter saído.
Quem leu os romances antes ou nunca viu o filme de Lynch tem um livro muito diferente na cabeça; quem leu os romances depois só consegue imaginar os ambientes em total mode de fantasia steampunk visualizados pela equipa de Lynch e aprovados pelo próprio escritor na altura.
A tal ponto que muita gente está até convencida que aquele ambiente visual fazia parte dos livros originais quando foi na realidade idealizado por Lynch e não por Herbert, apesar de alguma inspiração para o filme ter partido das primeiras pinturas que foram feitas para a edição ilustrada do livro no final dos anos 60 ( e que são fantásticas, mas mais uma vez foram imaginadas pelo artista pois não partem de verdadeiras descrições detalhadas no romance ).

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[“DUNE”] pode ter sido oficialmente um flop de bilheteira na américa, mas teve resultados excelentes no resto do mundo, em particular na Europa onde acabou por fazer bastante dinheiro ao longo dos anos quando se tornou um filme de culto. Em Portugal foi muito bem recebido e tenho ainda recortes e jornal da época com reviews excelentes.
O problema é que isso não satisfez Dino de Laurentis e levou a que no final dos anos 80 este tivesse licenciado o filme para passar na televisão americana mas numa nova montagem completamente alternativa e que incluía quase uma hora extra de filme, que o próprio Dino deitado fora quando montou o filme para cinema á sua maneira, ignorando Lynch !
A ideia de que finalmente poderiamos ir ver uma versão longa do filme podia parecer excelente à partida mas não foi.
Aliás…
Foi do pior mesmo.
Mesmo.

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Acabou por piorar a fama do original; pois muita gente que só viu a versão extendida pensou que esta era o filme que tinha estado nas salas e para complicar mais as coisas esta montagem surgiu depois também à venda em DVD como sendo “a versão integral” o que veio contribuir ainda mais para o mau nome que já perseguia [“DUNE”] nos estados unidos desde sempre.
Isto porque ao contrário do que seria de prever, quem montou esta versão-estendida para passar na TV americana licenciada por Dino de Laurentis ao integrar as cenas extra não o fez seguindo guião original de Lynch, mas sim montou tudo de forma a que [“DUNE”] – “fosse mais fácil de perceber” – para os espectadores americanos, tornando a versão estendida tão má e tão – burra- que inclusivamente incluiu um início alternativo todo narrado em slides com ilustrações do pior e do mais amador possível, num estilo que não tem nada em comum com o universo Dune e foram claramente esboços de cor feitos à pressa.
Início esse onde um narrador americano explica em detalhe tudo o que se irá passar na história do filme; quem são os personagens, onde vivem, quem são os bons, quem são os maus, etc, etc, etc. Não só explica, como complica pois muita desta nova backstory mais parece as origens de um qualquer super-heroi da Marvel do que algo pertencente ao universo Dune. Esta nova “origem” em alguns momentos parece até decalcada do conceito da Galactica em relação aos Cylons por exemplo. O que quer dizer que esta parvoíce nem fez parte sequer do romance original, mas por causa desta desgraça muita gente que não leu os livros pensa que isto está nos romances descrito desta forma idiota.

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Como se isto já não fosse mau, os “editores” desta versão televisiva INVENTARAM até cenas para tornar o filme mais fácil de perceber. E quando eu digo – inventaram – é … INVENTARAM MESMO !
Ou seja, na mesa de montagem pegaram em bocadinhos de outras cenas que pertenciam a partes diferentes do filme, colaram-nos uns aos outros e construíram novas cenas que nunca foram filmadas !
Isto apenas porque o canal de TV achava que haviam partes da história que ainda não estavam muito claras pois o livro era muito confuso…
Como não havia material filmado por Lynch disponível onde os personagens – explicassem a história – ao espectador ainda mais em detalhe, essas cenas adicionais foram “cozinhadas” visualmente para que depois o editor ligasse umas cenas originais a outras com um contexto que se tornasse mais – simples – de entender para o espectador típico.
Uma dessas cenas ficou famosa como exemplo do que uma montagem pode fazer para mudar um filme. Trata-se de um segmento em que vemos a Reverenda-Madre a viajar a bordo de uma nave de um sitio para o outro a meio do filme.
Ora isso nunca aconteceu nem no livro nem no argumento original de Lynch e portanto essa “cena” foi construída na mesa de montagem do canal de Televisão usando bocadinhos de uma outra cena espacial , – colada – a uma outra parte em que a Reverenda-Madre está sentada num quarto a meditar.
E sendo assim, PUF ! Por magia, o quarto passou a interior de nave e a meditação da senhora passou a ser uma cena de viagem no espaço do ponto A ao ponto B do universo.
E isto nem é o pior exemplo, mas deixo o resto par vocês explorarem caso tenham “o prazer” de se depararem com essa versão “televisiva” pela frente um dia.

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Resultado aquela que ficou conhecida como a versão extendida de [“DUNE”], para televisão é tão má , mas tão má que o próprio David Lynch EXIGIU que o seu nome fosse retirado dos créditos.
Esta versão para TV com uma qualidade de imagem atroz e remontada num horrível 4:3 em Pan & Scan, é oficialmente conhecida como o [“DUNE”] “realizado” por – “ALAN SMITHEE” – que para quem não sabe é o pseudónimo usado em Hollywood quando há problemas com um filme e um realizador se recusa a ter o seu nome ligado a um resultado cinematográfico de merda, normalmente culpa do produtor, como foi aqui culpa de Dino de Laurentis.
Portanto amigo leitor, para saber se está ou não a ver a cópia certa de [“DUNE”] basta procurar pelo nome do realizador nos créditos.
Se estiver lá – “Directed by Alan Smitee” é a versão errada. Fuja !

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Curiosamente… ou talvez não, sabe-se lá porque carga de água (surpreedentemente… ou talvez não)… esta versão “realizada por Alan Smithee” que passou na televisão americana um par de décadas atrás é a preferida dos norte-americanos !!!
Não acreditam ? Basta lerem alguns comentários na internet.
Até há gente que na Amazon, mete reviews a falar mal dos blurays com a versão original do filme, dizendo que é péssima pois está -cortada- e queriam era mesmo a versão “integral” de trés horas que tinham visto na televisão !!!
Mesmo mutilada em 4:3 Pan & Scan, tem sempre melhores reviews do que a versão original para cinema, isto porque segundo alguns utilizadores, (esta atroz montagem televisiva) é a versão – que se percebe melhor – pois a história está toda bem explicadinha logo desde o início…
Não interessa se até o inicio foi totalmente inventado para essa versão e reduzido ao pior estereotipo debiloide de um mau comics gringo de super-herois. Eles gostam.
O que quer dizer que pelo visto Dino de Laurentis tinha razão quando estava mais interessado em apontar á burrice do espectador médio norte americano do que em fazer uma boa adaptação do livro, para desgraça de Lynch que acabou por ser quem levou com as culpas do filme supostamente não ter resultado… dizem as más linguas…
Trinta anos depois… quando ainda se fala dele…e definiu um género e uma estética…

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Essa versão “televisiva” atroz até há bem pouco tempo era bem fácil de se encontrar em DVD o que causou uma grande confusão, pois houve muita gente que comprou esse dvd horrível pensando estar a comprar a versão de cinema oficial, (até porque em algumas edições a capa era idêntica e o resultado foi um caos publicitário total).
Eu comprei de propósito só para a ver com os meus próprios olhos pois não queria acreditar que fosse tão má como afinal foi.
Ainda hoje muita gente que não viu o filme no cinema e só viu aquela remontarem televisiva em dvd não gostou do que viu , precisamente porque era impossível ter gostado.
E não confundir essa versão televisiva com a mini-série criada no ano 2000 ( ou a sua sequela “Children of Dune”; que adapta o mesmo romance ( e sequelas ) com um argumento que se assemelha bastante aquele que Lynch deveria ter montado mas que Dino de Laurentis não permitiu.

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Dune só deve ser visto ou na sua versão de cinema assinada por David Lynch ou na actual FANEDIT – DUNE REDUX remontada por alguém intitulado “Spicediver”.
Tudo o resto é puro lixo. Mas lixo à volta de versões de Dune é coisa que abunda na internet para ser comprado e pirateado, por isso muito cuidado com o que compram ou sacam dos torrents…
Mas no universo [“DUNE”] nem tudo está perdido.

O que nos leva então ao grande motivo deste post gigante, mas que não podia ter passado sem a introdução interminável efectuada atrás. Sorry about that…

Passemos então á nova versão de [“DUNE”] que a partir de agora será referida como [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] para efeitos de review e distinguir-se da montagem original de 1984 realizada por Lynch.

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DUNE REDUX – THE SPICEDIVER FanEDIT

Se gostaram do original em 1984 e sempre quiseram ver uma versão maior, é esta !

Para começar [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] segue o mais possível à risca o argumento original de Lynch que tinha andado perdido durante décadas pelos arquivos dos estúdios americanos, essencialmente no balde do lixo e foi recentemente recuperado pelos autores desta nova montagem.

Mas isto surgiu como ? Quem são estes tipos ? Como o conseguiram ?…

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Essencialmente [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é resultado do conceito de – “FANEDIT”; uma espécie de clube anónimo mundial de pessoas que trabalham no meio audio-visual e cujo algumas operam inclusivamente a partir do interior dos estúdios tendo acesso a muito material de arquivo relativo a produções famosas e não só.
Tudo isto é feito à margem da lei no que toca a copyright e portanto a identidade destas pessoas é desconhecida.
Neste caso, “Spicediver” julga-se que é apenas uma pessoa mas pode ser pseudónimo de um grupo de criativos em modo stealth ao melhor estilo Anonimous.
Toda a comunidade “Fanedit” é uma comunidade incrivelmente fechada e até há bem poucos anos para conseguir contactá-los tínhamos de passar por um processo de selecção e filtragem que mais parecia um exame para trabalharmos para a CIA.
Quando [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] foi anunciado mas não estava disponível ainda em torrents públicas, até que me tivessem disponibilizado o link privado para download da minha cópia tive de passar por uma série de testes de confiança que duraram quase uma semana em emails e links osbscuros para trás e para a frente e que mais parecia um teste do KGB. Mas compreende-se a segurança necessária. Ainda hoje é particularmente dificil termos acesso aos trabalhos FanEdits pois o grupo não disponibiliza downloads ou indica sequer onde estarão links. Se queremos muito uma versão de qualquer filme remontado por eles ( e recomendam-se ) temos de ter muita paciência e perseverança para embarcarmos em verdadeiras caças ao tesouro.
Isto porque a filosofia – fanedit- é a de puramente servir o cinema e restaurar material inédito à sua velha glória, sem lucrarem ou principalmente dar a lucrar a terceiros com esse trabalho de pesquisa e montagem. Mais sobre este pessoal anónimo no site oficial.

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Portanto os criadores de [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] são profissionais da área com acesso a material que muita gente julgava inclusivamente estar perdido mas que foi recuperado após alguns anos de pesquisa, neste caso por “Spicediver” que poderá ser uma única pessoa ou não.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é na verdade já uma terceira versão do projecto inicial de restaurar DUNE. As versões anteriores também foram lançadas mas eu pessoalmente nunca as vi, pois esta última é a versão realmente considerada por toda a gente que teve acesso a ela.
E sim, tudo o que lerem de positivo sobre este trabalho é verdade.

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[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é DUNE o mais aproximado possível da visão de Lynch. Os seus autores seguiram inclusivamente o guião original e todas as cenas estão nesta versão agora remontadas pela ordem cronológica correcta e originalmente pensada. É certo que nem todas as cenas puderam ser encontradas pois provavelmente Dino de Laurentis nem as deixou filmar, mas muito do que está em [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] segundo Spicediver, foi suficiente para restaurar o filme praticamente na totalidade de acordo com o que foi escrito e planeado por Lynch décadas atrás, seguindo o guião cena a cena o mais fielmente possível.
Como resultado, [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] tal como a versão televisiva atroz, décadas atrás tem também quase mais uma hora de cenas extras incluídas, só que desta vez não foram apenas coladas à parva mas sim com uma lógica legitimada pelo próprio guião.

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Além disso, Spicediver não se limitou apenas a remontar o filme, mas tentou inclusivamente melhorar  em termos técnicos todas as cenas adicionais. Tanto em som como em limpeza de imagem [“DUNE REDUX – The “Spicediver” Edit”] foi alvo de um trabalho apurado o que contribui para que o resultado tenha tido a qualidade que tem.
É certo que se nota alguma discrepância óbvia entre as cenas originais e as cenas novas pois o material perdido estava muito mal tratado, mas de qualquer forma tudo resulta e os fãs de DUNE irão adorar ver esta versão.
Especialmente se forem fãs não apenas do filme de Lynch mas principalmente do romance de Frank Herbert.
DUNE nunca esteve tão de acordo com o livro como está nesta versão.
Não faltam inclusivamente a separação de capítulos que divide o romance em várias partes únicas dentro da história. Também [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] reproduz essa lógica da novela, o que nos faz sentir imediatamente que estamos a ver um DUNE muito fiel às suas origens literárias.

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[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] começa de uma forma diferente da que estamos habituados a ver, pois antes da clássica introdução da princesa Irulan agora a história inicia-se com uma breve sequência mística que certamente teria aborrecido de morte e confundido metade dos espectadores americanos se tivesse sido esta a abertura do filme originalmente nas salas.
Pessoalmente estou tão habituado ao monólogo da princesa no início que estranho imenso esta nova abertura, por outro lado, entra directamente pelo ambiente místico do filme adentro e é perfeita para mostrar logo de início que esta versão de DUNE vai ser realmente algo de especial.
Até porque esta cena nova inicial nem estava completa sequer na péssima remontarem televisiva “de Alan Smithee” anos atrás, talvez para não assustar as plateias.

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Essencialmente [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é um espectáculo.
Não se conhece opinião de David Lynch sobre o assunto porque ele não gosta muito de falar sobre esta sua experiência no cinema blockbuster mainstream, mas não me admirava nada que este tenha ficado bastante satisfeito. Pessoalmente duvido que um verdadeiro director´s cut viesse a ficar melhor do que esta versão e portanto Lynch deve ter gostado também do resultado, ainda para mais um trabalho verdadeiramente -indie-  à revelia dos estúdios.

Até incluíram um par daqueles desenhos atrozes do cut televisivo e conseguiram-nos fazer funcionar dentro do novo contexto. Puro milagre.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é uma daquelas versões cheias de coisas novas. Pensem no directors cut do Lord of the Rings mas ao cubo em termos de novidades e se procuram por cenas extra que nunca viram esta versão é imperdivel, especialmente se a compararem com o que leram no romance original e perceberem como tentou ser fiel ao livro.
As mudanças são muitas e como este texto já vai longo, poderão ficar a conhecê-las aqui no site oficial na lista informativa criada por Spicediver.
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

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Apesar deste trabalho ser extraordinário, há no entanto um par de coisas com que eu não concordo de todo.
Penso que não deveriam ter usado alguns takes alternativos de algumas cenas, pois os takes originais presentes na versão de Lynch na minha opinião eram infinitamente melhores e não entendo o critério de substituição.
Por exemplo no início algumas cenas com o Imperador são do pior e do mais amador em termos de representação de José Ferrer e não se percebe; mais parecem um ensaio inicial do que um take final e alguns diálogos são tão maus que nos retiram imediatamente de dentro do universo do filme.
Também não concordo que tenham mexido no som em algumas sequências.
Por exemplo o – Navegador – agora tem uma voz diferente e um ritmo de diálogo muito esquisito parecendo novamente ser mais um take de ensaio do que outra coisa quando o original tinha bastante carisma. Não entendo de todo porque está assim nesta versão.

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Mas para mim se [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] tem no entanto uma coisa extremamente negativa esta foi a total remoção ou redução dos diálogos internos dos personagens quando no original os ouvíamos a pensar ou meditar e que davam tanta identidade e atmosfera misteriosa ao filme.
Mas que raio têm os americanos contra aquelas cenas mais contemplativas ?!
Essas partes no filme original contribuíam totalmente para o tom intimista e místico que só ficava bem em Dune mas aqui nesta versão praticamente sumiram.
Não entendo de todo e para mim é a única coisa verdadeiramente péssima desta versão que tirando isso é absolutamente notável.
Parece a mesma situação que aconteceu em Blade Runner, quando por qualquer motivo que me ultrapassa Riddley Scott sempre achou que a narrativa em estilo detective noir de Harrison Ford no inicio do filme não se integrava bem. Eu pelo menos continuo a sentir mesmo falta dessa atmosfera no início do filme e o mesmo se aplica aqui a [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] por terem removido aquilo que para mim era das coisas mais atmosféricas em termos de ambiente Dune; os pensamentos dos personagens. Why ?!!

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De resto, tudo fantástico. A inclusão de novas cenas é bastante bem-vinda, especialmente quando o filme entra pelas partes com os Fremen onde há muita coisa nova, entre as quais a famosa cena que se julgava perdida, onde se assiste á origem da água da vida expelida pelos vermes pequenos numa cerimónia religiosa.
As divisões do filme em capítulos são uma adição fantástica que apesar de simples nos remete imediatamente para o universo do livro e algumas mudanças aqui e ali em termos de ordem de cena e extensão ou redução de tantas outras transforma [“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] na versão a não perder de todo.

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Há muito mais para contar, mas é melhor ficar por aqui e recomendar a toda a gente que desconhece que esta versão existe, que a vá buscar quanto antes, pois está cada vez mais rara; neste momento só há um par de torrents com poucos seeds que a disponibilizam por isso despachem-se.
Eu estou a partilhar a minha, por isso pelo menos uma partilha vão encontrar ainda.
Existem também na net, legendas para esta versão , tanto em inglês como em Português do Brasil. Eu não consigo agora encontrar o link mas actualizarei este post assim que o localizar.

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Posto isto… o que dizer de DUNE enquanto filme ? Para mim pode ser uma obra-prima falhada, mas continuará a ser absolutamente mágico.
Deve ser um dos filmes que mais revi até hoje e practicamente como em THE NEVERENDING STORY, CASABLANCA, LADYHAWKE, THE BIG BLUE, BLADE RUNNER, entre outros sei practicamente os diálogos de cor.
Visualmente pertence a uma Era pré-digital onde a arte das maquetas brilhava e quanto a mim prefiro mil vezes os SANDWORMS articulados em DUNE que mil maravilhas digitais modernas onde tudo parece um desenho animado.
O mundo de Dune continua sólido e real.
Em Dune mesmo nas cenas mais fracas em termos de efeitos logo esquecemos isso pois a atmosfera do universo é tão absorvente que os vermes de areia continuam absolutamente fascinantes. E quem se recorda de os ter visto num clássico ecran gigante de cinema  nunca mais irá esquecer do efeito que era ver um monstro destes sair debaixo de uma duna de areia numa daquelas paredes que fazem as ridiculas salinhas de video dos cinemas de centro comercial actuais parecerem miseráveis em comparação.

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O digital pode ser muito giro mas ainda não chegou a atingir este nível orgânico que um bom efeito práctico consegue atingir. Mesmo velhinho.
E talvez o maior problema de Dune actualmente seja até o de que genericamente já não existem salas de cinema suficientemente épicas para complementar a atmosfera mágica que um filme tão old-school como este ainda consegue recriar.

Já agora, provavelmente não sabem, mas segundo uma das entrevistas com Frank Herbert num dos extras de uma edição Dvd região 1 lançada anos atrás, DUNE o livro, não se deveria ter chamado DUNE mas sim “MARS“.

Frank Herbert por questões de copyright na altura foi aconselhado pela editora a mudar o nome e o romance passou a chamar-se Dune, tendo também todas as referências relativas ao planeta MARTE sido removidas do texto no romance por sugestão do editor, o que foi benéfico para o trabalho, pois segundo o autor, tornou o mundo de Dune ainda mais enigmático e potencialmente místico do que este tinha tido a intenção de ser.
Também concordo e achei fascinante este detalhe que não conhecia de todo mas que por acaso até vai ao encontro de outro dos meus outros tópicos favoritos, precisamente tudo  o que envolve o passado misterioso do planeta Marte.

O tema não foi aprofundado na mesa redonda gravada em video com muito mau som e imagem que estava no dvd, por isso nunca se soube bem se isto seria um Marte num passado muito remoto ou num futuro muito distante.
Apesar das datas apresentadas no livro e no filme, a coisa para quem conhece este pormenor fascinante fica por discutir.
Para mim gosto de pensar que DUNE será MARTE num passado muito, muito remoto, biliões de anos atrás quando o universo ainda era jovem e a magia fazia parte da natureza, um pouco como foi representado também noutro titulo de FC que recomendei mais atrás, Garm Wars. Curiosamente outro filme claramente inspirado na estética de Dune primeiramente apresentada por David Lynch neste trabalho supostamente falhado que hoje é ainda admirado por tanta gente e marcou uma era no que toca ao próprio design de mundos alienígenas para cinema.

Posto isto…

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CLASSIFICAÇÃO

Depois de um texto assim o que dizer mais ?…
Se são fãs de DUNE nem deviam estar a ler isto ainda.
[“DUNE REDUX – The “Spicediver” FanEdit”] é a versão a ver quanto antes.
E se leram o livro ainda irão gostar mais do que se só conhecem o filme.

Cinco Planetas Saturno e um Gold Award pois está claro.
The spice must flow !

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A favor:
não é um make-over ligeiro mas uma remodelação de fundo, segue o guião original que Dino de Laurentis impediu David Lynch de montar, muitas cenas novas, muitas das cenas novas resultam plenamente, a nova estrutura da história segue o livro de forma mais coerente, a divisão do filme em três capítulos com citações do livro é super atmosférica, tudo o que gostavam no Dune original ficou ainda melhor de uma forma geral, a nova intro estranha-se mas depois entranha-se, qualquer cena extra com Patrick Stewart é sempre bem-vinda. É o melhor fan-edit de sempre sem margem para dúvida.
O filme trouxe-nos um verdadeiro novo universo nunca visto na altura, o seu design tornou-se tão marcante como o de Blade Runner, muitos dos efeitos especiais de maquetas ainda continuam sólidos e absolutamente mágicos, os sandworms são fantásticos e a perfeita representação do que está no livro, é uma boa adaptação de um livro complicado de ser adaptado, continua a ser um título hipnótico e fascinante, como space-opera continua o template onde muitas imitações já foram beber, é o perfeito elo de ligação entre um universo de ficção-científica a roçar a Fantasia Épica.

Contra: algumas cenas extra não resultam porque são incrivelmente mal representadas ou a qualidade de imagem não deu para ser totalmente recuperada, substituíram a voz do Navegador de especiarias na cena com o Imperador e está bem pior com um tom esquisito sem chama, removeram todos os diálogos internos com pensamentos dos personagens que tornavam a versão original tão especial e atmosférica !!!!
Se gostavam de ter isto em DVD , ou BLURAY legítimos com um tratamento legal e oficial realmente merecido, esqueçam.

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NOTAS ADICIONAIS

TRAILER
https://www.youtube.com/watch?v=MK5eoV93oyg

dune-redux-53

LISTA DE NOVIDADES e ALTERAÇÕES (Tab CHANGES)
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

REVIEWS DO PÚBLICO (Tab REVIEWS)
https://ifdb.fanedit.org/dune-the-alternative-edition-redux/

FANEDIT.ORG
https://www.fanedit.org/

DOWNLOAD TORRENT ( funcional a 22-10-2016 )
https://1337x.unblockall.xyz/torrent/1124251/Dune-1984-Alternative-Edition-Redux-fanedit-AVI-XVID/

REVIEW ALTERNATIVA
http://www.samhawken.com/?p=11358

IMDB para o DUNE original de 1984 – Theatrical Cut de 137 minutos.
http://www.imdb.com/title/tt0087182

Comprar DUNE (Theatrical Cut original) em BLURAY edição USA – Região 0
desbloqueado.

dune-bluray-01

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B00371QQ0M/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B00371QQ0M&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

ou numa outra edição em Bluray desta vez a edição Inglesa , Região B (2) – Europa

dune-bluray-02

https://www.amazon.co.uk/gp/product/B01BY1XJRO/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=B01BY1XJRO&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

Comprar Dune (Theatrical Cut original) em DVD edição Inglesa, Região 2 – Europa

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Filmes semelhantes de que poderá gostar:

humanities_end john_carter_28 capinha_garm-wars

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New children book illustration website

Check out my brand new children book illustration website at: www.icreateworlds.net

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Visitem o meu novo website sobre ilustração em : www.icreatewords.net

Tutorial de Ilustração – Como se fez – “The Monuments of Mars”

Sorry english speaking friends, but right now this post will be only in Portuguese because i´ve only narrated my illustration video tutorial in my own language so far. An english version will be available in the future, so make sure you stay tuned. Nevertheless, take a peek at my video as i´m sure it will be self explanatory in most of everything if you´re into illustration.
If you´re looking for an illustrator visit me at : www.luisperes-illustration.net

Sejam bem vindos ao meu primeiro video tutorial de ilustração feito já mais a sério. A ideia com isto foi a de criar um video explicando como eu normalmente produzo as minhas ilustrações criadas em Photoshop. Essencialmente este tutorial agora difere do que se costuma habitualmente ver na internet porque eu fiz de propósito para produzir um desenho sem fazer a minima ideia do que ia sair ao inicio. O objectivo era que eu próprio encalhasse várias vezes em becos sem saída de forma a depois poder mostrar como conseguimos dar a volta quando encalhamos numa imagem.
Portanto espero que gostem do tutorial e tudo o mais que precisam de saber está explicado no seu interior.

 

O resultado final foi este:

The Monuments of Mars 4
The Monuments of Mars

 

 

Se procura um ilustrador visite-me em www.icreateworlds.net

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Looking for an illustrator ?
www.icreateworlds.net

“Mil Nomes – O guardião do Infinito” by J.R.Pereira

Sorry english spoken friends. This time this text here will only be in Portuguese because it´s a review for a book, that for now it´s only available in Portuguese as it´s a fantasy novel from Brasil. When it´s released in English later on, i´ll add an english version for this review then. For now, this one is just for Portuguese spoken people. 😉

UPDATE OUTUBRO 2016: Infelizmente J.R.Pereira, o autor deste livro faleceu de doença prolongada um par de meses após eu ter escrito esta review. Bem antes do livro ter uma distribuição em larga escala; por isso certamente hoje se encontrarem uma cópia será talvez em alfarrabistas ou lojas de livros usados, feiras, etc.
De qualquer forma decidi manter aqui a minha review pois o livro é realmente muito original e neste momento tornou-se também num objecto de coleção que recomendo vivamente se o conseguirem encontrar. – Luis Peres 2016

REVIEW ORIGINAL

Quando eu pensava que já nada me surpreenderia no que toca a conceitos e histórias de fantasia, eis que me deparo com [“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] do escritor Brasileiro J.R.Pereira e acho que ainda estou a tentar recuperar os pedaços de cérebro da parede. Isto porque ler “Mil Nomes” é uma experiência única. Pelo menos eu nunca tinha lido nada assim.


Nas suas 200 páginas há mais ideias, conceitos, criatividade e imaginação do que em muitos livros de milhares e milhares de páginas.
[“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] é um livro difícil de se ler. Mas não pensem que é por ser chato ou arrastado ou algo assim. Não, “Mil Nomes” é díficil de se ler porque, primeiro apanha o leitor totalmente desprevenido pelo próprio estilo do conceito. Quero dizer, a mim pelo menos nunca me passaria pela cabeça que alguém resolvesse um dia escrever aquilo que é essencialmente um Manga (ao melhor estilo Japonês) mas em prosa !!! What ?!!!
E resulta ?
Se resulta meus amigos !
[“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] é díficil de se ler pela mais positiva das razões e como tal – “díficil” – aqui neste caso é uma mais valia e nunca será uma coisa negativa. E o que eu quero dizer com isto ?
É assim, há tanta imaginação, mas tanta imaginação, tanta coisa a acontecer, tanto conceito criativo e o ritmo narrativo é tão dinâmico que em duas páginas há mais conteúdo para nós absorvermos e pensarmos no que lemos do que em muitos livros ditos “mais sérios” e não estava nada á espera disto num “Mil Nomes” que á partida pode parecer apenas um Manga entre outros. Mas não é.


Se [“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] fosse um Anime televisivo, este teria uma montagem típicamente japonesa com tudo a acontecer ao mesmo tempo e duzentos frames de animação estilizados por segundo !
É isto que transpira através de toda a prosa de J.R.Pereira. Nota-se que há aqui um desejo tão grande de se contar uma grande história que não conseguimos evitar sentir que o autor tentou escrever cinco ou seis volumes de 500 páginas apenas num único de 200.
No entanto, isto que poderia ter destruído por completo o livro enquanto tal, acaba por lhe dar uma dinâmica única e muito viciante.
Digamos que é um Anime em prosa com uma montagem a duzentos á hora que pede uma leitura ao melhor estilo cinema de autor. Com muiiiiiita calma. Muita calma.


Sim, porque não pensem que isto lá porque se parece totalmente com uma espécie de “Dragon Ball” em versão brasileira a um primeiro olhar, queira dizer que assim é.
[“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] é um Anime em prosa que vai para além de tudo o que vocês possam imaginar e pré-conceber e como tal aposto que J.R.Pereira se encontrou no mesmo dilema que eu me encontro com o meu próprio trabalho de BD (quadrinhos) aqui em Portugal e não só. Isto é, como convencer os leitores que apesar do aspecto infantil , estes bonequinhos “para crianças” em estilo fofinho são apenas um meio para passar uma mensagem muito mais adulta ?
Imagino que [“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] terá o mesmo problema em divulgação que eu tenho com o meu próprio trabalho. Muito público -adulto- nem irá sequer dar uma chance ao livro por causa do seu visual “infantil” ou estilo Manga/Anime aparentemente para crianças. E se calhar o público mais jovem poderá ficar algo indiferente a tanta temática filosófica, religiosa, politica e social que percorre todas as aventuras destes personagens fascinantes criados por J.R.Pereira.
A prosa parece escrita para crianças, mas depois o conteúdo e a mensagem vai muito para além daquilo que aparenta, como tal este é um equílibrio sempre muito complicado de se manter. Não pela qualidade da escrita mas por ser uma forma arriscada de cativar eventuais leitores.


No entanto [“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”], (quando paramos para respirar durante a sua leitura, e damos um tempo para pensar no que estamos a ler), é um livro que irá agradar certamente a um vasto público que se propor a entrar por este livro a dentro sem preconceitos.
Não adianta tentarem ler este livro como todos os livros que já leram na vida. Nunca leram nada assim, garanto-vos. Agora se lhe derem uma chance tenho a certeza que se irão divertir bastante, pois há nele elementos suficientes para agradar tanto a crianças que o vão curtir pelo aspecto Anime da coisa e pelas épicas sequências de acção narradas em prosa (com alguma banda desenhada pelo meio também), como a adultos que procuram uma proposta de fantasia única.
Se pensam que já tinham visto todos os tipos de universos que havia para imaginar, meus amigos…think again !


O público jovem que goste de ler, vai curtir o ritmo narrativo alucinante deste livro, pois emula bastante bem a estrutura de um Anime televisivo ou de um Manga mas em prosa, por isso isto não é de todo uma daquelas obras que afastaria o público mais teen por poder ser considerado um livro chato.
No entanto, estranhamente para mim a grande força de [“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] está no facto de ser uma história que irá agradar principalmente ao público mais adulto, pois muitas das suas temáticas serão bem melhor absorvidas por quem se interessar á partida por filosofia, religião (não no sentido religioso); e até por temas mais paranormais e científicos, isto porque este livro abrange tudo desde a temática da vida depois da morte até aos melhores e mais contemporâneos conceitos de física quântica e String Theory.
É pena este livro ainda só estar disponível em Português do Brasil, pois se existisse em inglés estou a ver o físico Michio Kaku a curtir esta leitura de uma ponta á outra, pois todo o seu conceito engloba muito daquilo que ele próprio costuma discutir nas suas apresentações e documentários científicos.

Resumindo, penso que J.R.Pereira tem aqui material para muitos e bons livros. Agora nem sei como ele irá fazer para as sequelas depois deste primeiro volume conter tanta imaginação ! Depois disto, o que mais há ainda para inventar que possa enriquecer ainda mais este universo tão fascinante e viciante ?
Pessoalmente eu adoraria, ler uma nova edição deste primeiro volume, mas com mais uns 200 páginas extra. Assim uma espécie de “directors cut” mas com muitas cenas adicionais. Penso que apesar de [“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] já ser suficientemente viciante e cativante como está, teria tudo a ganhar numa revisão mais pausada onde houvesse mais espaço na narrativa para intercalar melhor as cenas de acção épicas ou sequências mais imaginativas, quando mais não seja para que o leitor não fique com o cérebro frito a uma primeira leitura deste inesperado e fascinante universo Manga em prosa.


Totalmente recomendado a quem procura uma proposta inesperada dentro do estilo de fantasia e algo que vai muito para além do aspecto simples e infantil que o livro tem a um primeiro olhar.
Eu por mim estou curioso com o que acontecerá numa sequela que espero não demore muito a acontecer, pois a haver algo de menos positivo nisto tudo é apenas aquele gostinho a pouco que fica no fim da leitura pois mesmo apesar dos milhares de detalhes e pormenores imaginativos, esta primeira aventura deixa-nos com aquele sabor a uma introdução de personagens e ficamos com vontade de acompanhar uma historia em que já não haja necessidade de tão minuciosamente explicar quem é quem.

Não posso deixar de terminar esta review, sem referir que provavelmente só mesmo em “brasileiro” é que se conseguiria escrever um Manga/Anime em prosa mantendo uma atmosfera totalmente fiel ás suas influências nipónicas. Isto porque nem em Português de Portugal eu acho que alguém conseguiria produzir um livro assim, principalmente porque o “colorido” da própria lingua “brasileira” é simplesmente perfeito perfeito para criar aquela atmosfera “cute” e fofinha totalmente Manga e como tal esta é uma das razões que tudo resulta num óptimo conjunto.
E por falar em Manga, o livro é em prosa, mas as últimas páginas são em banda-desenhada (quadrinhos para vocês no Brasil) desenhadas exactamente no estilo Manga , o que complementa de uma forma bastante original todo o trabalho e harmoniza ainda mais todas as ilustrações que estão espalhadas pelo livro com uma identidade visual excelente e cheia de personalidade.
Só é pena o livro não ter mais desenhos ainda.


Mas afinal [“Mil Nomes – O Guardião do Infinito”] é sobre o quê ?
Quem gosta de temas filosóficos, com base em inúmeras correntes de pensamento, esoterismo quanto baste e uma pitada de fisica quântica vai gostar de espreitar isto. Além disso mesmo com todas as suas influências exteriores nunca perde uma identidade Brasileira o que só lhe fica bem.
Mesmo que eu quisesse eu não lhes conseguiria resumir uma parcela de toda a imaginação que existe apenas logo nos primeiros capítulos, quanto mais no resto do livro.
O primeiro capítulo é demais ! E o segundo também… e o terceiro…

Uma história cinco estrelas para quem pensa que já viu tudo no que toca a universos originais que vale a pena descobrir e cheira-me que isto ainda tem muito para dar.
É um livro num formato pequeno mas com muito conteudo e um grafismo muito agradável e cativante a todos os níveis também e que dá para levar para todo o lado, sendo uma espécie de literatura light em aspecto mas com muito muito conteúdo que ainda poderá provocar uma discussão filosófica ou duas entre leitores. 😉


 

 

 

THE LORD OF THE RINGS – BBC Radio adaptation – “One audio book to rule them all !”

MY PRECIOUS…

Welcome. This will be a review for THE LORD OF THE RINGS and it´s here because the original masterwork from Tokien it´s one of my main inspiration sources for when i´m creating illustrations and so i had to talk about it on this blog too.

box

Actually, I´m not talking about the brilliant Peter Jackson movies or about the original novels even, but I want to present you the almost forgotten and fantastic BBC Radio Adaptation produced back in 1981 more than twenty five years ago wich still remains in my opinion one of the best audio books you can ever buy or listen to.
If not the best ever !
And it´s mine, it´s my precious !…ssss.

By the way, the cover you see above is the modern cover for this product. It was now re-released again because of the movie´s success and so that is the new look for the box cover. I don´t know how the interior package looks like.

The other photos you see on this article below are from my very own purchase and they represent the version which was available some years ago on amazon.uk, (you can stil find this version in amazon sellers if you want to). This version was presented in a box, which contained this really cool hardcover book with all the Cds in it, a small booklet with plenty of notes about the making of and also a map of middle earth.

THE LORD OF THE RINGS
AN EPIC AUDIO BOOK FROM BBC !

Yes, it´s The Lord of the Rings by J R R Tolkien but in a radio dramatized version with a huge cast and it´s hard to describe in words something that can only be truly experienced by sound. After its initial radio broadcast in England, it became available in cassettes for a while, until it was released in CD around 1999.

The Lord of the Ring BBC Radio adaptation - audio book review

I first listened this incredible radio play, about eleven years ago, when i bought it in CD from Amazon.Uk attracted by some reviews but i was not expecting this at all for the quality of this radio production rivals the work of Peter Jackson but in audio form.
It got me hooked on audio books since then, and since then i´ve been searching for something that could top it but to this day nothing ever came close to it.

Ready to return to Middle Earth ?
If you´ve check out the dvd extras in Peter Jackson´s Lord of the Rings movie adaptations, you probably didn´t noticed a guy called Brian Sibley.He was there for more than one reason, and among them is because he´s the person behind the first ever great adaptation of Tolkien´s novel. Precisely the BBC Radio dramatization of The Lord of the Rings, which was also used by Peter Jackson to help planning the initial structure of the movies and so, if you´ve never heard about the radio version of this story, you can see there´s much more to it than it seems at first.
The radio version of The Lord of the Rings,  is about 12 hours long (more or less the same as the new Peter Jackson movies altogether), and  immediately got a place of honor on my bookshelve next to the printed traditional Lord of the Rings novels.
In fact, it still surprises me that although, the BBC Radio adaptation is popular among people who love audio books, it´s not very well known outside that circle of fans.

Although it´s not exactly part of the official Peter Jackson´s movie versions Lord of the Rings merchandise, for obvious reasons, it surely deserves to have a place in the heart and bookshelves of everybody who loved the movies or read the books and so i hope this text now, will contribute to spread the word around about this incredible alternative to the dvds or the books themselves.
If you like books on tape, or you´re curious about them and never listened to one, this is the first one you should get.

As good as the movies in all aspects and even if you don´t like Fantasy, but enjoy good acting, you´ll be amazed at the quality of this audio production.

AS GOOD AS THE MOVIES IF NOT EVEN BETTER !

Huge cast of perfect voices, great editing and to top everything there´s an incredible music for this Lord of the Rings soundtrack too, that you won´t forget and its as cinematic as the music from the movies.
At this point i still don´t know which of the two i like best yet.
Also the BBC radio adaptation differs from the movies because it´s more faithful to the books. There´s a few chapters left out of the movies and the ending is the original one written in the novel by Tolkien with the original structure and it´s different from the ending in the movies. So if you haven´t read the books and only saw Peter Jackson´s adaptation you´ll enjoy to discover how the real ending of the books was done. It´s all here in the BBC radio version.
The only thing left is once again the strange chapter about Tom Bombadil for those who know what I´m talking about. This radio version also left that one out for obvious reasons that all Tolkien book fans understand.
There´s so much to tell about this work, but at the same time i don´t want to spoil the joy of discovery, so let me see…I can start by speaking about the voice cast.
It´s brilliant ! You don´t need to know more.

Actually…I can tell you that if you love the Lord of the Rings movies, you´ll recognize many of the characters just by listening to them in this radio version. Although this audio production was created around 1981, you´ll be amazed at the similarity between some of the voice acting here and the actual voices of the actors that Peter Jackson cast for the modern movie versions.
You´ll feel right at home and sometimes if you close your eyes it almost feels like you´re listening to an alternative movie cut.

Middle-Earth Dejà-vu… 🙂
Gandalf´s voice (Michael Hordern), is almost the same as in the modern movie versions, the same goes for Frodo and Sam, and some other characters too, which demonstrates how influential this radio version was for the making of the movies more than twenty years later.
Ian Holm, wich in the movies now played Bilbo Baggins, in the audio-book, plays Frodo Baggins instead and it´s brilliant. It´s almost like you´re listening to Elijah Wood creating the same character nowadays. It´s really weird.

And wait until you get to ear Gollum !

Before the Lord of the Rings movie trilogy came out, i lent this audio book to my friends and after listening to it, they went around the streets screaming “Precioussssss ! My preciousssss !” long before the common person ever heard of the movies and so you can imagine the reactions.

EVERYBODY LOVES GOLLUM !

The actor that plays Gollum in this radio version, is the same one who created the interpretation for the character in the infamous Ralph Basky animated movie of the 70´s. The same one where Andy Serkis based its performance as talked about in the dvd movie extras.
There´s almost no difference between the voice acting in this audio book and the magnificent work that Andy Serkis did for the movies. It´s like a continuation of a brilliant performance shared by two actors, Peter Woodthorpe and Serkis.
If you loved Gollum in the movies, and don´t know this audio book, get ready for a surprise. You´ll love it !

 

HOBBITS, POEMS AND MIDDLE EARTH SONGS.

I don´t want to continue writting a giant text here as i had plenty to say about this fantastic Lord of the Rings audio book, so let me summarize the remaining brilliant features of this production.
If you loved Tolkien´s poems from the original books, and you missed them in the movies, you´ll absolutely adore what Brian Sibley has done with some of those bits. Many Hobbit and Middle Earth songs are put to music an sung during the story and contrary to what would be expected they don´t sound corny at all. In fact, the songs fit just right into the narrative and you´ll be completely fascinated by the power of sound to carry you into a fantasy world.

The music soundtrack is beautiful overall, and best of all, you can have it on a isolated CD that comes with the 13 Cd set.

A DIFFERENT VIEW

As an adaptation, well, it´s as good (or bad depending on the views) as the movie was. There are some bits missing from the novels, some events changed around, (exactely like in the movies), and like I said the Tom Bombadil episode is also absent, but nothing can detract this work from being an incredible masterpiece of voice acting and storytelling, that you must buy today.
The only thing that i don´t like at all, is the way the first episode begins with Gollum being captured by the Orcs. It sounds weird (the orcs sound too British and polite), and starting the story at the middle can be a bit confuse for those who don´t know the books. In my opinion it was a very bad choice to begin this magnificent work in this way.
But don´t worry, once we get to the Shire about five minutes into the episode, you´ll start to love it and you´ll be totally hooked ! Trust me.

A funny trivia about the project, was in the fact that Michael Horden who plays Gandalf, did it without even liking the book or understanding of what it was about as it was known at the time that he only did it basically for the money and as a job opportunity. If it was like that and his Gandalf is absolutely incredible, i wonder how it would come out if Horden actually liked Fantasy novels ? His performance in this audio book is just pure Tolkien and you can find much of Horden´s Gandalf in McKellen´s work later in the movies themselves.

Buy the right version. The BBC one.

I would recommend you buy the European Edition, (the golden one you see in all the photographs above , either my version or the new box),
It´s worth the price. Believe me and go for it.

In alternative, you can search for the American editions of the BBC version. There´s now TWO as i understand…the one with the more colorful package and a new one similar to the european but with an ugly design.

All editions carry a folded map of Middle Earth which looks the same as the one in the books.

Other safe european editions to buy are these ones where you can either buy the trilogy in separate CDs

cd-bbc-lotr-thefellowshipofthering  cd-bbc-lotr-thetwotowers  cd-bbc-lotr-thereturnoftheking

CD THE FELLOWSHIP OF THE RING
https://www.amazon.co.uk/gp/product/0563536594/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=0563536594&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

CD THE TWO TOWERS
https://www.amazon.co.uk/gp/product/0563536578/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=0563536578&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

CD THE RETURN OF THE KING
https://www.amazon.co.uk/gp/product/0563536594/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=0563536594&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

… or even buy a new excellent edition with both BBC the Lord of the Rings COMPLETE TRILOGY and the earlier BBC The Hobbit radio dramatization of which I´ve spoken in this blog in a separate review and it´s excellent too. This is my pick to buy for sure.

bbc-hobbit-lotr-audio

https://www.amazon.co.uk/gp/product/144586150X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1634&creative=6738&creativeASIN=144586150X&linkCode=as2&tag=cinaosolnas-21

DO NOT BUY THE AMERICAN radio adaptation by mistake.

No matter what you get, make sure you´re buying the BBC RADIO Dramatization with Ian Holm starring as Frodo.
There´s 2 radio adaptations out there. The BBC and the American one.
Make sure you´re getting the BBC one first.
There´s another radio-play adapting the Lord of the Rings but don´t get that one, before you listen to the BBC one. Please !
The other is known as the National Public Radio Version and it´s the American one, much inferior to the English for many reasons which i´ll detail in my other review in the future.

Beware, then. Get the right radio-play, the (English) BBC Radio version, not the National Radio Play (American) one which is depicted on this photo right here.

I know that wooden box looks much cooler and atmospheric than the other packaging for the BBC versions but don´t be fooled by a pretty box.
Make sure you listen to the original English one first and then you can check out the US inferior version to compare. But only then. Not before. Trust me. 😉

You´ll love the original.

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More photos from the creation of my illustrations (TreeWorld (alternate version) and Ufo Kid) – Mais fotos da criação de algumas ilustrações.

If you´re like me, you´re probably always curious about the process of creating an illustration, so in this section i´ll try to document the creation process of some of my pictures, (when i remember to take photos as i go along…).
I´ll not do an exaustive step by step for each pic, but i´m planning some visual tutorials on how i create my style of art, so if you guys and girls like this Making of section, soon i´ll start creating detailed tutorials because the best way to learn is to see how it´s done. 😉

—//—

Se forem como eu, provavelmente gostarão de conhecer como são criadas muitas das ilustrações que encontram, por isso nesta secção eu agora irei colocando algumas fotografias do processo criativo, (quando me lembrar de ir tirando fotos….).
Não será ainda uma exaustiva documentação de todo o processo, mas se vocês gostarem de espreitar este tipo de coisas, em breve penso criar uns tutoriais-passo-a-passo, pois a melhor forma de aprender a fazer algo é ver como se faz. 😉

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Learning to fly 01 – Background color test and making of…sort of…

This is just the first test i did for a new illustration i´m working on for a commissioned set of pics to illustrate a children book.
The final illustration will have one more character in it, but this is the first one i did, so i wanted to try and see what color mood could work best for a background setting.
Actually this simple version ended up looking like a greeting card somehow…hmmmm………
Along with this pic i´m also posting some photos of the creation process.

Este é o primeiro teste relativo a uma das novas ilustrações que me encomendaram para um projecto de livros para crianças em inglaterra. A imagem final irá ter ainda mais um personagem mas como criei já este bonequinho quis ver como ficaria com um background por detrás e encontrar o tom de cor certo para talvez usar mais adiante.
Curiosamente este teste simples agora parece-se com um cartão postal….hmmm…..ideias….
Coloquei abaixo também algumas fotos do processo de criação deste personagem.

Stay tuned for the rest of the pic, i´m still working on. 😉
Em breve, o resto da imagem pois ainda estou a trabalhar no que falta. 😉

Looking for a freelance children book artist and illustrator ? Check my portfolio and my site and contact me today with your project.
Procura um ilustrador que se enquadra no meu tipo de trabalho ? Consulte o meu portfolio no meu site e contacte-me com o seu projecto.

Fairytale Illustrations, set 1 – Ilustrações em estilo Conto de Fadas.

These are the new pics of a larger set that i shall continue to post in the next few days.
Created for an american children book company. Most of the elements were painted separately traditionaly in watercolors and then edited in graphic software to create the finished layout. This way i can create a lot of illustrations using plenty of details in several diferent ways that always make for a new pic.

Are you looking for a freelance illustrator and children book artist, check my portfolio here and contact me today.

Estas são as primeiras imagens de um conjunto de novas ilustrações em que tenho estado a trabalhar nos últimos dias.
Ilustrações criadas para uma companhia americana que se dedica á produção de livros para crianças.
Grande parte dos elementos são desenhados separadamente e coloridos a aguarela por métodos tradicionais, (pinceis e agua). Depois são recortados num programa gráfico e trabalho cada imagem a partir da composição desses pormenores, normalmente sobre um fundo previamente desenhado e tambem pintado a aguarela ou então se for algo mais simples com um toque digital.